terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
PMJP INAUGURA CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO BAIRRO DO RANGEL
CRACK – QUEM É VOCÊ ?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
OS INALANTES E SEUS EFEITOS
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
CARNAVAL MULTICULTURAL DE RECIFE
sábado, 13 de fevereiro de 2010
UM CARNAVAL SEM EXCESSOS
Veículo: O Globo
PROJETO PROÍBE A INSTALAÇÃO DE BARES PRÓXIMOS A ESCOLAS
Risco de violência - Na opinião do parlamentar, a existência de estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas favorece, além do consumo, acesso a jogos de azar, drogas e aumenta o risco de exposição dos estudantes à violência. Francisco Rossi cita pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) cujos resultados mostram que 16% dos adolescentes entre 14 e 17 anos consumiram cinco doses ou mais de bebida alcoólica por dia em 2007.
Outro estudo citado pelo deputado, feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que as crianças e adolescentes não encontram nenhuma dificuldade para comprar álcool. Segundo a pesquisa, 90% dos donos de bares não se interessam pela idade de quem está comprando a bebida.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
PESQUISA MOSTRA QUE 25% DA POPULAÇÃO INGEREM 80% DO ÁLCOOL CONSUMIDO NO BRASIL
- Dados são de estudo que mapeou padrões de ingestão de álcool. Pesquisa revela que metade da população não bebe.
- Artigo mostra que consumo moderado não é a regra no país. A pesquisa ouviu 2.346 indivíduos com mais de 18 anos em 143 cidades do país
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
IDENTIFICAÇÃO DE FATORES GENÉTICOS DA DEPENDÊNCIA FACILITA A PREVENÇÃO DO ALCOOLISMO
Os transtornos psiquiátricos em geral são classificados como transtornos complexos ou multifatoriais. Essa classificação deve-se ao fato de sua manifestação ser comprovadamente um resultado de uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. Ambos precisam estar presentes para que o transtorno se manifeste. Aparentemente, estudos mostram que o uso de substâncias tenha uma influência maior dos fatores ambientais, como ambiente familiar e amigos, em contrapartida, a transição para o abuso e dependência têm uma influência maior de fatores genéticos. Isso explicaria porque após o mesmo nível de exposição, algumas pessoas se tornam dependentes, enquanto outras, não.
Ao determinarmos quais são os fatores de risco genéticos que predispõem um indivíduo a se tornar dependente de álcool, seremos capazes de indentificar essa pessoa precocemente, e tomar medidas preventivas, associadas ao que chamamos de aconselhamento genético. Esse indivíduo pode ser melhor orientado, evitando assim prejuízos futuros. É o que chamamos de medicina preventiva. Além disso, fatores genéticos podem melhorar o diagnóstico e apontar novos alvos de ação de drogas, permitindo assim, o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.
3. Como a regulação/expressão de diversos genes pode influenciar os riscos de desenvolver transtornos relacionados ao uso do álcool?
O álcool como qualquer outra droga de abuso, se for utilizada regularmente,tende a promover sintomas conhecidos como tolerância - redução na intensidade da resposta e necessidade de consumir uma quantidade cada vez maior para se obter o efeito anteriormente alcançado. Por outro lado, a interrupção do uso de uma determinada substância, pode causar o que chamamos de síndrome de abstinência, caracterizada por sintomas físicos, como tremores, alterações cardiovasculares e alucinações; e/ou emocionais, como disforia (um estado de instabilidade de humor ou instabilidade afetiva) e anedonia (interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina). Ambos os fenômenos comportamentais de tolerância e sintomas de abstinência parecem ser derivados pelo menos em parte de adaptações biológicas/genéticas compensatórias que ocorrem durante o processo de abuso/dependência de drogas. Na tentativa de manter o equilíbrio, os sistemas cerebrais tendem a adaptar-se à presença constante da droga no organismo, diminuindo ou aumentando a concentração de determinadas substâncias, como neurotransmissores e seus receptores. A produção dessas substâncias é regulada pela expressão dos respectivos genes.
A maior parte do álcool ingerido por um indivíduo é metabolizado no fígado pela ação das enzimas álcool (ADH) e aldeídeo (ALDH) desidrogenases. A primeira converte o álcool em acetaldeído, uma substância tóxica para organismo. Por sua vez, a enzima aldeído desidrogenase (ALDH) converte o acetaldeído em acetato, dimunindo a concentração e os efeitos tóxicos do acetaldeído. Essas enzimas estão presentes em várias formas e são codificadas por diferentes genes. O gene ADH4 faz parte da família de enzimas álcool desidrogenase. Estudos têm demonstrado que variações genéticas individuais podem influenciar a taxa de conversão do álcool para acetaldeídeo e de acetaldeídeo para acetato, influenciando assim a velocidade com que o álcool será metabolizado e por conseqüência, a quantidade ingerida, a qual está diretamente relacionada com o aumento de risco em desenvolver abuso e dependência ao álcool.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
PERDEMOS A GUERRA CONTRA O TRÁFICO DE DROGAS OU PRECISAMOS REPENSAR AS ESTRATÉGIAS DE COMBATE?
Deusimar Wanderley é advogado e psicólogo. Publica uma coluna aos sábados no jornal A União e vem se dedicando há muitos anos à prevenção e à repressão das drogas na sociedade. Deusimar editou alguns livros, enfocando o tema das drogas, que são bem aceitos pelo público. Os dois artigos, abaixo, são de sua autoria. O QUE LEVA OS JOVENS ÀS DROGAS
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A PRÓXIMA VÍTIMA
A população de João Pessoa ainda está consternada com a recente tragédia no trânsito, que culminou com a morte da advogada Fátima de Lourdes Lopes Correia, chefe da Defensoria Pública da Paraíba. Foi o segundo acidente com vítimas fatais no mesmo cruzamento da Av. Epitácio Pessoa com a Rua João Domingo, no Bairro de Miramar. HÁ cerca de dois anos, no mesmo local, outro acidente automobilístico ceifou a vida de três pessoas de uma mesma família. Nestes dois casos, os danos para a sociedade são inestimáveis.
Um detalhe preocupante, nos dois acidentes, é que eles foram provocados por motoristas embriagados, já que o excesso de velocidade e a negligência com sinais de trânsito era apenas conseqüência da alcoolemia. O problema agora é saber quem será a próxima vítima no cruzamento da morte. Nenhuma providência rigorosa foi tomada para evitar dirigir embriagado na cidade. Além disso, outra questão precisa ser resolvida de imediato. De quem é a responsabilidade pelos acidentes de trânsito envolvendo motoristas alcoolizados?
O senso comum vai imputar a responsabilidade aos próprios motoristas. As pessoas vão dizer que a culpa é dos irresponsáveis, assassinos do trânsito etc; o que significa individualizar a questão. Nesse sentido, o Brasil segue o mesmo modelo dos Estados Unidos, quanto à saúde pública. A saúde é vista como uma questão relacionada ao comportamento individual. O uso de álcool, seja de forma abusiva ou dependente, é um problema de saúde pública em qualquer lugar do mundo civilizado. Não tenho o objetivo de inocentar ninguém da responsabilidade pelos seus atos inadequados, principalmente quando eles resultam em infrações graves ou conseqüências fatais para outras pessoas. Não se trata disso, o problema é tentar entender a questão do motorista alcoolizado de um ângulo mais abrangente.
O modelo individualista isenta os verdadeiros responsáveis pela saúde pública; em alguns casos, as vítimas viram culpados, como é a situação dos dependentes químicos. Há uma forte tendência à dissimulação da responsabilidade pela saúde no modelo individualista. Geralmente, a vítima vira culpado. A saúde pública é um problema social que envolve questões de ordem econômica, educacional, de comunicação, de políticas públicas, da família e, principalmente, do Estado. Isto significa dizer que é um problema complexo e para tanto é necessário abordagens mais complexas para solucioná-lo.
Por trás dos motoristas embriagados existe uma verdadeira negligência do Estado em fazer cumprir a Lei. O Brasil tem uma política pública impecável para o álcool, nada deixando a desejar aos países do primeiro mundo. No entanto, essa política não está sendo executada, nem o simples uso do bafômetro está sendo cumprido. Mas isso não acontece por acaso, é fruto de pressões de setores poderosos que conseguem interferir no processo social de forma profunda. Refiro-me ao problema da indústria do álcool na nossa sociedade, um tecido bem organizado empresarialmente, cujo principal objetivo é aumentar o consumo de bebidas alcoólicas em todos os segmentos, sem se importar se os consumidores são crianças, adolescentes ou adultos com predisposições à dependência; sem se preocupar também com os danos causados á sociedade.
No caso de acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados não há culpados, apenas vítimas. Um é vítima do alcoolista que, por sua vez, é vítima da indústria do álcool e da falta de políticas públicas nessa área. Como exemplo dos prejuízos causados pela indústria do álcool, podemos citar mais de 60% dos acidentes de trânsito, 60 diferentes condições médicas provocadas por violência, acidentes; problemas escolares, problemas no ambiente de trabalho e alto índice de admissões em hospitais psiquiátricos. O uso de álcool também está presente nos problemas da violência doméstica contra mulheres, crianças e adolescentes, violência urbana, abuso sexual, prostituição, roubos etc.
Se observarmos o problema com o olhar da responsabilidade social, entenderemos, sem muito esforço, que a indústria do álcool é uma indústria do mal, que só traz prejuízos à sociedade. Portanto, essa indústria precisa urgentemente de controle social. Aliás, vale salientar que só nos países periféricos é que o álcool não está sob um forte controle de aparatos de políticas públicas.
O Brasil é, na verdade, o paraíso da indústria do álcool. Este é um dos setores da economia que nunca tem prejuízos, sua lucratividade aumenta progressivamente. Isto acontece em detrimento de muitas vidas que são ceifadas ou simplesmente prejudicadas pelos anos perdidos pelo alcoolismo. A indústria do álcool a todos engana com a apresentação dos seus produtos com uma roupagem amistosa e inofensiva. Entretanto, é a principal inimiga da sociedade. Parte dos equívocos sociais com relação ao álcool é responsabilidade da mídia. Essa indústria é um dos principais anunciantes nos meios de comunicação de massa. Precisamos dar um basta a essa situação.
Outra fatia da responsabilidade cabe às instituições públicas: às escolas que devem fazer prevenção, aos órgãos policiais que precisam fiscalizar o uso de álcool e direção, ao ministério público que deve estar atento à comercialização inadequada do álcool. Nesse contexto, todos são responsáveis. O problema também está na cultura, o álcool é visto como mediador das relações sociais, promotor da alegria e, inclusive, como afrodisíaco. Tudo isto é um grande equívoco fruto de distorções culturais reforçadas pela publicidade. Tecnicamente o álcool é uma droga com forte condição para causar dependência química e só traz sofrimento e dor às sociedades que o adotam como substância lícita.
Os mais prejudicados pela indústria do álcool são os bebedores sociais e os abusadores. Ao contrário do que se pensa, os dependentes, ou alcoólatras, não interessam mais à indústria do álcool, já deram tudo o que tinha para dar: seu emprego, sua família; seus bens de uma maneira geral e até sua dignidade. Estes representam um grande problema, já que demonstram o estrago que o álcool promove na vida das pessoas.
Será que nós vamos ficar apáticos esperando a próxima vítima fatal de algum motorista embriagado no cruzamento da morte, ou em outro cruzamento, ou qualquer esquina da nossa cidade? É hora de tratar desta questão com seriedade e isto só se faz com políticas públicas adequadas. Precisamos exigir bafômetro nas principais artérias e nos locais onde há distribuição de álcool. Precisamos orientar nossos jovens nas escolas com relação aos riscos do uso de álcool, as famílias devem estar atentas ao beber abusivo dos seus membros; enfim, toda a sociedade precisa reagir, senão a próxima vítima pode ser você.
Crisvalter Medeiros
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O ÁLCOOL DESTRÓI O CÉREBRO E EMBURRECE OS JOVENS

O consumo de álcool entre os adolescentes tem crescido assustadoramente e começa cada vez mais cedo. Atualmente, no Brasil, aos redor dos 12 anos.
Diversas pesquisas sobre o assunto, das melhores universidades americanas e brasileiras, revelam que o álcool pode causar danos ao hipocampo e que o completo desenvolvimento do cérebro e, mais especificamente, do lóbulo frontal só ocorre ao final da adolescência (que pode ser até os 24 anos), e concluíram que os danos causados às células neuronais que estão sendo mortas ou lesadas a cada bebedeira vão trazer consequências graves no futuro.
Sim, o álcool pode lesar o cérebro.
Segundo as pesquisas da Universidade da Califórnia, adolescentes que haviam se embebedado pelo menos cem vezes (contando os finais de semana de festas, vemos que isso não é difícil de acontecer), dos 14 aos 16 anos, apresentaram pior desempenho em testes de memória e, ainda, um hipocampo menor do que os que não bebiam.
Isto quer dizer que o álcool pode, também, diminuir o tamanho do cérebro.
Três milhões de adolescentes contraem doenças sexualmente transmissíveis a cada ano no mundo. Nos EUA, duas pessoas jovens contraem aids a cada hora. Aqui, os consultórios ficam repletos de meninas violentadas ou arrependidas de terem praticado sexo com estranhos, ou no mínimo, infectadas com o vírus HPV ou várias DSTs, após algumas festas, como no Carnaval, ou no Planeta Atlântida. E por quê? Corpo de bêbado não tem dono...
Outra alarmante conclusão dos últimos estudos sobre o assunto também revelou que quase a metade dos adultos que começaram a beber antes dos 14 anos torna-se alcoolista. Entre os que iniciaram beber depois dos 21 anos, o percentual de dependência cai para apenas 9%. A formação completa do cérebro só acontece ao redor dos 21 anos.
Podemos pensar, então, que quem toma porres com menos de 21 anos estará lesando um cérebro em desenvolvimento, e, portanto, tenderá a ter um cérebro subdesenvolvido quando adulto.
Além disso, o álcool é a porta de entrada para as outras drogas: maconha, ecstasy, cocaína e o famoso crack. É fácil, estando alcoolizado, ser convencido por um pseudoamigo a experimentar qualquer uma destas drogas. Aí, é lesão cerebral na certa.
Algumas doenças mentais, como o transtorno bipolar, por exemplo, quando existe um histórico familiar e uma predisposição genética, podem vir a desenvolver-se com o abuso do álcool e das drogas.
Fico impressionada quando vejo alguns meninos e meninas completamente alcoolizados, voltando para casa de manhã, quando eu estou acordando. Onde estão os pais para ver isso? Ou será que, pior ainda, veem e acham que não há nenhum problema nisso? Ou será que têm receio de dizer alguns “nãos”?
Os pais têm o dever e o direito de impedir que seus filhos comecem a beber muito cedo e demais. Os jovens precisam, principalmente, de limites e orientação. Dar limite é cuidar. Dar limite é dar amor.
Proíba seu filho de beber antes da idade certa. Não ofereça bebida alcoólica para seu filho, não beba com ele, não patrocine as festas de aquecimento, nem nenhuma festa jovem regada a álcool em sua casa se seu filho ou filha é menor de 18 anos, ou você poderá ser um pai ou mãe filicida.
Ajude seu filho ou filha a ter coragem de chegar em uma festa e recusar a bebida e enfrentar a pressão. Ensine a ele ou a ela que isso não será “pagar um mico”, mas um ato de muita bravura e personalidade. Menino macho mesmo pode ser aquele que tem coragem de não beber com a turma. Menina de cara limpa é mais valorizada do que cheirando a vômito.
Temos que impedir que essa geração de jovens maravilhosos, inteligentes, se torne uma geração de adultos dependentes, sequelados, desmemoriados, lesionados ou drogados pelo álcool. O futuro do mundo e das próximas gerações depende deles.
Carla Rojas Braga é Psicóloga e psicoterapeuta
Zero Hora







