terça-feira, 30 de agosto de 2011

TRIBOS URBANAS USUÁRIAS DE DROGAS: UMA ABORDAGEM ALTERNATIVA


Tribo urbana usuária de crack

Artigo
Crisvalter Medeiros


No Brasil, pela sobreposição dos esforços acadêmicos dos departamentos das áreas de saúde, são mais conhecidas as abordagens médico-psiquiátricas sobre as drogas, que enfatizam os aspectos neurobiológicos do uso, abuso e dependência de drogas, que as abordagens socioculturais.

A abordagem sociocultural é uma alternativa às políticas de guerra às drogas resultantes das concepções mais tradicionais sobre esse problema.

Essa abordagem define uma cultura da dependência que se organiza através de redes complexas de confederações de “tribos” urbanas de usuários de drogas. Essas tribos são grupos sociais que se juntam voluntariamente de acordo com interesses individuais próprios e o compromisso de se apoiar mutuamente na questão do uso de drogas. As tribos produzem um inter-relacionamento intenso através do tecido social, interligadas que são por pessoas que transitam de uma tribo à outra com muita frequência, possibilitando o compartilhamento coletivo de características de uso de drogas que podem ser referidas como uma cultura, ou uma subcultura para os mais conservadores.

A pesquisadora Lia Sanicola (2008), trabalhando com o conceito de redes sociais, explica que as redes de redes, também denominadas de tribos, oferecem a muitos indivíduos um concatenamento de relações que lhes confere um sentimento de identidade e participação de um conjunto maior. “Apesar de a civilização nos ter feito esquecer muitos de nossos hábitos tribais, estes, de fato, podem ainda hoje, em determinados ambientes, prevalecer sobre a estrutura intrapsíquica dos indivíduos”, resgata.

Desde os primórdios que o homem detém essa característica de se reunir através de tribos. Partindo das tribos primitivas chegamos às formações tribais da pós-modernidade, também chamadas de subculturas ou subsociedades (metropolitanas ou regionais)  constituídas de microgrupos que têm como objetivo principal estabelecer redes de amigos com base em interesses comuns. Essas agregações apresentam uma conformidade de pensamentos, hábitos e maneiras de se vestir. As tribos urbanas mais conhecidas são os skinheds, os góticos, e os punks. Pertencer a um desses grupos não significa, efetivamente, ser usuário de drogas, no entanto, o estilo de vida alternativo termina por iniciá-los também nas práticas dessas substâncias (wikipedia). 

Segundo o pesquisador americano William White (1996), a estrutura tribal dentro de uma cultura de dependência pode ser analisada através de diversas dimensões, a exemplo da organização das identidades raciais, espacialização etc. Segundo ele, existe uma forte correlação de poder e status dentro de cada tribo de usuários e da cultura da dependência como um todo.

CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS

Países em todo o mundo classificam as drogas psicoativas em conformidade com o status social vigente em cada sociedade. No mundo ocidental as classificações mais comuns, do ponto de vista sociológico, são as drogas de celebração, no caso do Brasil as bebidas alcoólicas, cafeína e os energéticos. As drogas instrumentais, que são utilizadas idealmente de forma prescrita, sendo medicamentosas ou não; além das drogas proibidas, aquelas que se confrontam com os valores e status quo social.

DROGAS DE CELEBRAÇÃO

Assinalando melhor a questão, podemos afirmar que as drogas de celebração abrangem as substâncias psicoativas que são abençoadas pelo consumo social. Tais produtos estão fortemente integrados aos principais rituais da sociedade. São usadas sob a égide do status social e apoiadas pelos mitos de que dão lucro, geram impostos, abrem postos de trabalho, divertem, além de serem símbolos de poder, masculinidade, emancipação social para as mulheres e como respaldo de sociabilidade na adolescência.

DROGAS TOLERADAS

As substâncias psicoativas toleradas são aquelas que a sociedade interdita seu uso mais nunca ao ponto de proibi-las totalmente. O caso mais conhecido no Brasil é o do tabaco, que já foi uma droga de celebração e, atualmente, seu uso sofre forte restrição pelo processo de estigmatização. O processo de tolerância ao uso de drogas é dinâmico, podemos citar o caso da maconha que já sofreu forte repressão pelas autoridades e hoje o seu uso é dissimulado socialmente.

A transição da maconha nos Estados Unidos tem sido bastante dinâmica do ponto de vista sociológico. Por exemplo, a droga foi proibida com a aprovação da lei da Marijuana em 1937, mas ressurgiu como uma droga de celebração pela juventude como subcultura nos anos 60.  Até o final dos anos 1970, era considerada como uma droga tolerada com muitos Estados reduzindo radicalmente penas para o porte de uso pessoal, como ocorre no Brasil atualmente. Tornou-se, então, temporariamente disponível como uma droga instrumental tolerada para o tratamento de glaucoma na década de 1980; ao mesmo tempo que era estigmatizada.

Após mais de uma década do declínio do uso da maconha entre os jovens, essa droga está novamente em ascensão nesta década.  Há uma dinâmica também interessante com relação à cocaína. Nos Estados Unidos ela que passou por uma transição  semelhante de tolerância entre 1980 e 1985, quando aparece como uma substância intoxicante altamente usada entre os ricos e pessoas socialmente proeminentes. Logo em seguida, entra em período de restrição devido, principalmente, ao aparecimento dos subprodutos, a exemplo do carck, de fácil acesso às classes populares.

DROGAS DE USO INSTRUMENTAL

Sobre as drogas de uso instrumental, podemos dizer que são aquelas substâncias que os cidadãos podem legalmente obter apenas em condições muito especiais e em situações claramente definidas com relação a sua finalidade. Para as substâncias mais poderosas, a sociedade vai ditar quem pode ser usuário, especificar a dosagem  e a frequência que pode ser utilizada, o método da ingestão e de que forma o uso pode ocorrer. O melhor exemplo de droga instrumental no Brasil é o dos medicamentos usados sob prescrição médica com receita.

DROGAS PROIBIDAS

As drogas proibidas, eis o principal gargalo da sociedade com relação às substâncias psicoativas. As drogas proibidas são substâncias que uma sociedade define como tendo muito pouco ou nenhum valor utilitário e cuja presença é vista como potencialmente prejudicial aos valores da daquela sociedade e da ordem vigente.

Algumas podem ter um valor de uso instrumental restrito, como é o caso da cocaína, mas são proibidas fora destes canais de restrição. As sociedades gastam enormes recursos para eliminar a disponibilidade das drogas proibidas punindo severamente o uso, a posse e a venda dessas substâncias. No Ocidente há um leque de drogas proibidas, a exemplo do LSD, da cocaína, maconha (fase de tolerância), crack, oxi, Ecstasy, ópio, PCP (pó de anjo), etc.

Segundo William White, se afiliar a uma tribo de drogas proibidas significa se desengajar, progressivamente, da sociedade em geral ou, simplesmente, desistir da ilusão de que jamais poderia se tornar parte dessa sociedade.

Não existe uma definição racional para que uma droga seja proibida. A proibição é apenas uma decisão social em decorrência de quem usa esta substância. O álcool, por exemplo, tem uma longa tradição de droga lícita porque sempre foi usado pelos poderosos que já na antiguidade se encharcavam de vinho nos seus bacanais. Já a maconha na América sempre foi usada por setores não-hegemônicos, a exemplo de afrodescendentes e indígenas. Já na Índia pode ser encontrado o uso ritualístico dessa substância. Um dos principais gargalos das drogas ilícitas, do ponto de vista social, é que elas, mesmo proibidas, continuam sendo utilizadas.

Por serem ilícitas não dispõem de tecnologias de controle de qualidade nem de prescrição de uso para evitar efeitos colaterais, como as drogas de celebração e instrumentais. Desta forma, essas substâncias terminam produzindo mais danos do que a doença decorrente da intoxicação, contribuindo para aumentar os problemas sociais, de segurança e de saúde pública.

A legislação brasileira atual, que deixou de prender usuários por porte de drogas para atender suas necessidades próprias de dependência está em processo de tolerância com as drogas ilícitas. No entanto, o processo de estigmatização continua muito forte; ou seja, o Estado pretende controlar o uso de drogas mais pelo estigma do que pela repressão.

Este caminho pode ser menos constrangedor do que a repressão, principalmente para a juventude atual que insiste na experimentação das drogas ilícitas e no seu uso de forma recreacional (celebrativo). No entanto, é um processo tão dispendioso quanto o da guerra às drogas, pois requer um aporte considerável de recursos para controle de qualidade das substâncias (que ainda não está sendo feito), educação de usuários e, principalmente, em decorrência do tratamento da dependência química que tende a aumentar nessas circunstâncias.

A abordagem sociocultural mostra que o problema da dependência química deve considerar também aspectos que não apenas o médico psiquiátrico. O enredamento na cultura da drogadicção e a situação de pertencimento a esse meio podem ser tão importantes para o processo de dependência quanto as condições apresentadas pelas teorias tradicionais.

Portanto, para intervir no problema da dependência, sob esse olhar, se faz necessário construir a cultura do tratamento e a cultura da recuperação. A cultura do tratamento deve estar voltada aos aspectos da formação técnica e das metodogias adequadas. O papel dos profissionais seria o de desenvolver e aprimorar projetos capazes de desengajar o cliente da cultura da dependencia, reforçando, em seguida, a entrada no processo de recuperação por imersão em um ambiente que cria novas formas de pensar, sentir, e se comportar. “Como profissionais do tratamento, nós somos uma espécie de ponte humana que liga uma cultura à outra”, (White, 1996).

Segundo White, a cultura da recuperação é uma rede social informal em que as normas do grupo (padrões prescritos de perceber, pensar, sentir e se comportar) reforçam a sobriedade e a recuperação à longo prazo.

Vale salientar que a cultura da dependência e a cultura de recuperação são como gêmeos que, apesar de se espelharem entre si de várias maneiras, buscam caminhos diferentes – um nutre-se da vida, o outro leva à morte. Mesmo tendo diferentes objetivos, talvez o fato de um se espelhar no outro suavize a transição da cultura da dependência à cultura da recuperação, nas palavras de White.

O pesquisador arremata que: Como a cultura da dependência, a cultura da recuperação é um modo de vida, um meio de organizar a existência diária e um meio de ver as pessoas e os eventos no mundo exterior. É uma maneira de falar, vestir, gesticular, acreditar, trabalhar, jogar, pensar e ver com clareza o que separa aqueles em recuperação daqueles que não estão em recuperação. Como a cultura da dependência, a cultura da recuperação engloba valores, artefatos, lugares, rituais, relações, símbolos, música e arte. A cultura da recuperação, como diz White, constitui um plano de carreira alternativo para aqueles que foram enredados na cultura da dependência.

Bibliografia:
WHITE, W. L. Pathways from the culture of addiction to the culture of recovery: a travel guide for addiction professionale, second editon. Hazelden, 1996.
SANICOLA, LIA. As dinâmicas de rede e o trabalho social (trad. Durval Cordas). São Paulo: Veras editora, 2008.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tribo_urbana


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fundadora da Ong Lua Nova, Raquel Barros, vai dar aula sobre empreendedorismo social nos cursos do CRR-IFPB na próxima quinta (25) e sexta-feira (26)


Sibele Faller (CPAD-RS) e Raquel Barros (Lua Nova)


O Centro de Referência Regional para a Formação de Profissionais na área de Drogas (CRR-IFPB) incorpora, a partir deste mês às suas atividades formativas, duas profissionais de destaque nacional. A psicóloga Raquel Barros, fundadora da Ong Lua Nova (www.luanova.org.br), em Sorocaba, no interior de São Paulo; e a pesquisadora da área de álcool e outras drogas Sibele Faller. Ela integra a equipe do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas (CPAD) que funciona no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e é vinculado ao departamento de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS.


As aulas do CRR-IFPB acontecerão nesta quinta (25) e sexta-feira (26), no espaço educacional do Hotel Netuanah, na Praia do Cabo Branco, em João Pessoa. Os cursos ministrados são os seguintes: Curso de Aperfeiçoamento em Crack e outras Drogas para Médicos atuantes no Programa de Saúde da Família (PSF) e no Núcleo de Apoio à Saúde da família (NASF); Curso de Atualização em Atenção Integral para Usuários de Crack e outras Drogas para Profissionais atuantes em Hospitais Gerais (HG); Curso de Atualização sobre Intervenção Breve (IB) e Aconselhamento Motivacional em Crack e outras Drogas para Agentes Comunitários de Saúde e Redutores de Danos e outros Agentes Sociais; Curso de Atualização em Gerenciamento de Casos e Reinserção Social de Usuários de Crack e outras Drogas para Profissionais das Redes SUS e SUAS

Raquel Barros

Após a formação em psicologia no Brasil, Raquel Barros viveu 10 anos na Europa, onde trabalhou em entidades de tratamento de dependentes químicos. Inconformada com o insucesso dessa área, ela retornou ao Brasil para trabalhar ao lado de jovens mães em situação de risco social.

Em Sorocaba, sua cidade natal, Raquel Barros fundou a Associação Lua Nova que é uma organização não-governamental sem fins lucrativos que nasceu com a missão de fortalecer a auto-estima, o espaço social, a cidadania e o direito à maternidade com responsabilidade de jovens mães em situação de risco social. A Lua Nova possibilita a vivência prazerosa do papel materno e a formação de crianças psiquicamente saudáveis.

A Lua Nova já beneficiou 3.500 pessoas desde a sua fundação no ano 2000. O público atendido pela entidade é composto por jovens mulheres de 16 a 25 anos de idade, gestantes ou mães em situação de risco social. São consideradas situações de risco: o uso de drogas, a prostituição, a falta de moradia e a mendicância.

Sibele Faller

Psicóloga, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2005), é especialista em psicoterapia cognitivo-comportamental pela WP (2007) e mestre em Ciências Médicas e Psiquiatria pela  Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2010).

Faller adquiriu uma grande experiência profissional na área de álcool e drogas integrando a equipe do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas (CPAD) que está localizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, vinculado ao departamento de psiquiatria da UFRGS.

Ela já desenvolveu projetos na área de dependência química, HIV/AIDS, TEPT, álcool e trânsito e crack, além de participar de vários projetos de pesquisa na UFRGS. Faller coordenou um estudo telefônico de âmbito nacional intitulado: O impacto do uso de álcool e outras drogas no trânsito brasileiro, realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool (NEPTA), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD). Foi, também, treinada como supervisora do Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção do Uso Indevido de Drogas (VIVAVOZ).

Crisvalter Medeiros

Adolescentes em situação de privação de liberdade revelam vocação artística

Tela produzida pelas adolescentes da Casa Educativa



Arte na Medida. Este é o título da exposição que a Unidade de Internação Feminina Casa Educativa, ligada à Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, da Paraíba, estará promovendo nas próximas quinta (25) e sexta-feira (26), no hall do Hotel Netuanah, na Praia do Cabo Branco, em João Pessoa.

Os trabalhos em pintura sobre tela foram produzidos na Oficina de Artes Visuais da Casa Educativa da FUNDAC, sob a orientação da instrutora Lenina C. Lucena. As artistas são as adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em sistema de internação com privação de liberdade.


Segundo Lenina Lucena, o evento tem o objetivo de sensibilizar a sociedade para a possibilidade da recuperação, reinserção e construção da cidadania dos adolescentes em conflito com a lei.
 

“Esse contato com a sociedade, através do seu trabalho artístico, é duplamente positivo, pois além de melhorar a autoestima, dá visibilidade a essas jovens que sempre quiseram ser vistas e respeitadas; mas no contexto em que viviam respeito era sinônimo de força física. Com este evento queremos tornar possível uma ressignificação da vida de cada adolescente que participa desta exposição”, comentou Lenina.




Lenina explicou, ainda que a Casa Educativa é a única unidade de internação para adolescentes do sexo feminino da Paraíba. A unidade oferece assessoria jurídica, atendimento psicossocial, atendimento de saúde, serviços de agentes protetivos, além de toda a assistência que a lei garante.


O evento conta com o apoio da secretária do desenvolvimento humano da Paraíba, professora  Aparecida Ramos; da presidenta da FUNDAC, Cassandra Figueiredo; da diretora da Casa Educativa, Carmita Canuto, da TV Cidade, da Prefeitura Municipal de João Pessoa, e da Coordenadora do CRR-IFPB, professora Vania Medeiros.


Crisvalter Medeiros

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SENAD ANUNCIA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DROGAS PARA O CRR-IFPB EM JOÃO PESSOA-PB

Reunião na SENAD:
Carla Dalbosco - Diretoria de Articulação e Coordenação de Políticas Sobre Drogas, Andréa Donatti Gallassi - Coordenação Geral de Capacitação, e a Coordenadora do CRR-IFPB, professora Vania Medeiros


O Centro Regional de Referência na Formação de Profissionais na área de Drogas (CRR), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), foi contemplado pela Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD), com um Curso de Especialização em Políticas sobre Drogas, a ser oferecido em João Pessoa, no próximo ano (2012).

O anúncio do curso foi feito ontem (17), em Brasília, pela Secretária Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, Paulina Vieira Duarte, em reunião no Ministério da Justiça, com a participação da professora Vania Medeiros, coordenadora do CRR-IFPB, e dirigentes do Instituto Federal de Brasília (IFB), entre eles, o Reitor professor Wilson Conciani.

Na ocasião, já foi constituída uma equipe técnica para elaboração do curso de especialização do CRR-IFPB, em João Pessoa-PB. A equipe será composta pela diretora de articulação e coordenação de políticas sobre drogas da SENAD, Doutora Carla Dalbosco, e a coordenadora geral de capacitação, doutora Andréa Donatti Gallassi.

A professora Vania Medeiros, informou, que na mesma reunião foi discutido o plano de implantação da área de saúde do IFB, especificamente em cursos de formação em drogas. O plano contempla, já para este semestre, dois Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), na modalidade presencial, sendo um para lideranças comunitárias e outro para educadores.

Para 2012, o IFB vai oferecer um Curso Técnico em Reabilitação de Dependentes Químicos e uma Especialização para a Polícia Federal. A perspectiva, conforme foi discutido na reunião, é que se implante um programa de pós-graduação em nível de mestrado, na modalidade profissional, para policiais no IFB.


O IFB é o primeiro Instituto da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica a assumir efetivamente a formação profissional na área de drogas, que será iniciada com um projeto piloto no Campus de São Sebastião. “Está sendo realizado, atualmente, o planejamento integrado entre SENAD e IFB, com reuniões para elaboração dos cursos FIC, além de oficinas pedagógicas”, disse.

 - Estou realizada, profissionalmente, porque a inserção da formação em saúde, na área de drogas, na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, que está começando por Brasília, foi mediada pela Coordenação do CRR-IFPB, o que é uma grande conquista para a sociedade como um todo, enfatizou a professora Vania Medeiros.

A perspectiva, continuou ela, é que se implante uma subrede de educação profissional e tecnológica contemplando a área de saúde, com a inserção da temática das drogas; tudo vai depender do sucesso do projeto do Campus de São Sebastião, em Brasília, esclareceu.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CRR-IFPB media diálogo entre SETEC e SENAD para projeto piloto de curso de reinserção social de usuários de drogas no Instituto Federal de Brasília, no Distrito Federal

Parceria SETEC-IFB e SENAD: Bons frutos nas políticas públicas sobre drogas


A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e a Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, estão vivenciando um processo de aproximação institucional que é bastante promissor para o campo da formação profissional na área de agentes que vão atuar no campo da prevenção, reabilitação e reinserção de usuários de drogas e dependentes químicos.

O diálogo entre as duas instituições está sendo mediado pela coordenadora do Centro Regional de Referência para Formação de Profissionais da Rede de Atenção a Usuários de Drogas (CRR-IFPB), professora Vania Medeiros. Segundo a professora, que atua a mais de dez anos na área da prevenção ao uso de drogas, a integração de ações educacionais entre as duas instituições poderá resultar em uma nova visão sobre a reabilitação e reinserção social de usuários de drogas e dependentes químicos no País.

Na semana passada, dia 04, a professora mediou o primeiro encontro entre a Secretária da SENAD, doutora  Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte, e o colegiado de dirigentes do IFP e representantes da SETEC, em Brasília, para discussão de um projeto em parceria que viabilizará a realização de cursos na modalidade FIC (Formação Inicial e Continuada) em Prevenção ao Uso de Drogas, além de um Curso Técnico em Reabilitação de Dependentes Químicos.

Segundo Vania Medeiros, a SETEC escolheu o Campus de São Sebastião, do IFB, para a experiência piloto em decorrência da demanda emergente apresentada pela comunidade durante a realização de audiência pública. Além disso, por ser o município onde está localizado o presídio da Papuda, São Sebastião atrai os familiares dos presidiários que se estabelecem próximos aos seus parentes apenados.

A professora acrescentou que a Administração Distrital informou que em decorrência desse movimento migratório, São Sebatião comporta, atualmente, muitos jovens em situação de vulnerabilidade social que exigem uma atenção especial das políticas públicas de Educação, Saúde e Assistência Social. “A iniciativa do fortalecimento entre a intersetorialidade das políticas sobre drogas e de formação profissional viabilizará ações estruturantes dentro do plano de enfrentamento ao uso de drogas, instituído em junho de 2010”

Desta forma, a SENAD assumiu o apoio ao projeto piloto do Campus de São Sebastião, IFB, integrando a equipe de construção do projeto político pedagógico do referido Campus. Segundo o diretor da SETEC, Alécio Trinadade, nos próximos encontros com a SENAD será elaborado um planejamento estratégico em parceria entre duas instituições para o acompanhamento do projeto piloto de São Sebatião e a formação de uma sub-rede dentro da rede dos Institutos envolvendo a formação em saúde, o que incluirá as políticas de formação profissional na atenção aos usuários de drogas e desenvolvimento comunitário. Na reunião do próximo dia 17, SETEC E SENAD definirão as normas da parceria interinstitucional.

Crisvalter Medeiros

domingo, 7 de agosto de 2011

Experiência do CRR-IFPB é apresentada aos dirigentes do Instituto Federal de Brasília

Exposição da experiência do CRR-IFPB aos dirigentes do IFB


A Coordenadora do Centro Regional de Referência para Formação de Profissionais da Rede de Atenção a Usuários de Drogas (CRR-IFPB), professora Vania Medeiros, vai orientar a implantação de cursos FIC (Formação Inicial e Continuada) na área de prevenção ao uso de drogas, no Campus São Sebastião, do Instituto Federal de Brasília (IFB). A professora Vania Medeiros realizou reuniões com a equipe administrativa do referido Campus, na semana passada, da terça à quinta-feira (02 a 04).

Durante a permanência em Brasília, a professora Vania Medeiros conheceu toda a rede multicampi do IFB e manteve os primeiros contatos com os profissionais da instituição. Ela foi convidada a apresentar a sua iniciativa do CRR, em Brasília, pelo Diretor de Planejamento Institucional da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), professor Alécio Trindade de Barros.

O Instituto Federal de Brasília (IFB) foi implantado em 2008 e está funcionando através de uma rede constituída de 8 campi (Brasília, Planautina, Taguatinga-Norte, Taguatinga-Centro, Gama, Samambaia,  Riacho Fundo I e São Sebastião). O Reitor do IFB, professor wilson Conciani, informou que na expansão III foram iniciadas as atividades de São Sebastião a partir de uma audiência pública que incluiu a área de saúde nas demandas de cursos apontadas pela comunidade. 

O Diretor de Planejamento da SETEC. Alécio Trindade,  sabendo da experiência da professora Vania Medeiros, do IFPB, sobre cursos de formação para profissionais da atenção na área de usuários de drogas, convidou-a para uma visita à rede multicampi do IFB. O evento resultou na solicitação para que a professora acompanhe a implantação de um FIC (Formação Inicial Continuada) e de um curso técnico na área de reabilitação de dependentes químicos naquela instituição.

Na oportunidade do evento, em Brasília, a professora Vania Medeiros apresentou a experiência do Núcleo de Estudos Trandisciplinares em Dependência Química - NETDEQ, do IFPB, ao Colegiado de Dirigente do IFB. No próximo dia 17, a professora Vania Medeiros retorna ao IFB para encaminhamentos relacionados à área de  formação de educadores para a condução de trabalhos de prevenção naquela rede de ensino tecnológica e a implantação da referida área no Campus de São Sebastião. 


Crisvalter Medeiros


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terça-feira, 26 de julho de 2011

WINEHOUSE: AME-A PELO QUE ELA FOI, NÃO PELO QUE SIGNIFICOU

Amy Winehouse: linda


Amy Winehouse era muito grande para um pequeno mundo, mesmo sendo esse mundo a Inglaterra, ou o mundo tornou-se insuportavelmente limitado para a genialidade dela?


Raramente a natureza premia alguém com tanto talento. Winehouse era uma artista completa: compunha, interpretava, de uma entonação e um estilo musical invejáveis; enfim a perfeição em um ser imperfeito.


Amy cativava até aqueles menos afeitos à musicalidade, a sua universalidade musical era insuportavelmente comovedora. Mesmo assim, a vida da cantora que encantava arrebatadoramente a juventude do mundo todo foi uma tragédia anunciada. Todos esperavam por um desfecho trágico, o que realmente aconteceu.


Suicídio ou homicídio culposo da sociedade de consumo: é preciso ponderar sobre a questão.


A juventude contemporânea vive uma situação das mais complexas no seu relacionamento com as drogas. A sociedade da efemeridade, do consumo supérfluo, da superação dos valores humanos pela apologia dionisíaca, onde a insaciedade é uma lei, produz a subcultura da dependência das drogas, na qual o prazer desenfreado é a condição sine qua non da existência humana.


Sociedade de consumo, do espetáculo, das efemeridades. Nicho adequado para o consumo adicto das substâncias psicotrópicas, essa subcultura que busca a superação do vazio existencial pela compulsão do prazer efêmero e estéril.   


Mas onde estava o vazio de Amy Winehouse, certamente não na falta de talento artístico. Haveria um sofrimento psíquico do qual ela tentava escapar através do lenitivo das drogas. O prestígio conquistado com sua arte junto aos seus admiradores nada significava? Os prêmios, o dinheiro ganho com seu trabalho bem sucedido não foi suficiente para superar esse sofrimento?


Quem era Amy Winehouse, apenas uma junkie perdida no estranho labirinto da dependência química, camaleão da desfaçatez emocional que transformava todos os momentos da vida em oportunidades de dissipação?


Há um campo vasto para especulações sobre a personalidade de Amy Winehouse, garota pobre que salta dos subúrbios de Londres para as altas rodas do show business europeu.


Ícone da subcultura do uso de drogas que assola a juventude de todos os países do Ocidente, Amy Winehouse morreu de overdose aos 27 anos; a mesma idade com a qual também morreram outros gênios da música: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain. Todos eles grandes ídolos da cultura de massa.

Quantos ainda morrerão pela volúpia voraz das drogas, até que a mais simples das lições seja aprendida? A droga mata!


Momento inefável, tudo que se diga sobre a morte é subliminar. Amy Winehouse: ame-a pelo que ela foi, uma das artistas mais talentosas das últimas décadas, não pelo que ela representou.

Crisvalter Medeiros

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Violência Silenciosa. Você já sofreu?


Artigo enviado por Graça Soares Diretora Adjunta e Psicóloga da E.M.E. Francisco Pereira da Nóbrega localizada no Cristo. Ela desenvolve um trabalho de sensibilização com respeito a este tema.  


A cada dia, cerca de 1 milhão de crianças sofrem violência em um ambiente considerado seguro: a escola. É o chamado Bullying que são atos de agressão física ou psicológica, sem motivação, intencionais e repetidas praticados por uma pessoa ou grupo de pessoas, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa. Apelidos maldosos, piadas humilhantes e até agressões físicas tidas muitas vezes como “brincadeira”, pode causar graves danos ao aprendizado e à formação psicológica; gerando desde queda na auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias. 


Bullying é uma palavra de origem inglesa, que não tem tradução em português. Se pudesse ser traduzido, seria algo como intimidação, desejo consciente e deliberado de maltratar uma pessoa e colocá-la sob tensão. É uma prática de exclusão, usada preferencialmente com pessoas de baixa auto-estima, tímidas, inseguras, indefesas, insatisfeitas, indecisas, passivas, tornando-se presas fáceis para um Bully.


Bullying não é brincadeira, uma vez que enquanto uns se divertem, outros sofrem. É uma verdadeira violência, humilhação, exclusão, maus tratos, falta de respeito.



Daí a importância da escola está sensibilizada e consciente a respeito deste fenômeno. Vários são os sinais e sintomas que ocorrem por quem é atingido por esse  tipo de exclusão: queda do rendimento escolar, evasão escolar, retraimento, isolamento, queda da auto-estima, da resistência imunológica: angústia, depressão. E em conseqüência de tudo isso, surge o sentimento de vingança, como forma de compensação a tantos sofrimentos enfrentados, durante várias fases da vida.



Daí a importância do trabalho preventivo da escola, da família e da sociedade. É importante que os pais dialoguem, orientem, participem da vida escolar dos filhos estabeleçam limites, regras, estejam atentos à mudanças de comportamento, de atitudes. È preciso ainda saber ouvir, olhar no olho, abraçar, beijar, elogiar, reforçar os sentimentos de segurança e confiança no ambiente familiar. Não ignorar a timidez do filho, nem valorizar o jeito gozador, pois ambos precisam de ajuda.


A escola exerce um papel fundamental na prevenção do bullying. Trabalhando permanentemente com toda comunidade escolar no sentido de incluir práticas educacionais e atividades que fortaleçam a relação pais/alunos/escola. Implantar um projeto que discuta ações minimizadoras que estimulem a discussão sobre essa temática, propondo atividades que trabalhem a afetividade, a emoção, o respeito, a tolerância às diferenças.



O objetivo maior é a construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária, numa busca incessante pela justiça e pelo respeito à dignidade humana.


Não podemos nos calar diante do preconceito e da discriminação. Nossas crianças estão adoecendo. Temos o dever de tornar nossos educandos, pessoas brilhantes, livres e independentes.


Devemos garantir um futuro melhor a estes cidadãos que procuram a escola como um ambiente seguro,  tranqüilo, lúdico, enriquecedor de conhecimento, sendo capaz de integrá-los à sociedade. Esta é nossa meta. Este é o nosso dever. 

Denuncie. Disque100
Um abraço: Graça SoaresPsicóloga mg.soares@hotmail.com


terça-feira, 19 de julho de 2011

FÓRUM UNIÃO PELA VIDA ENCERRA ELABORAÇÃO DE PROPOSTAS PARA O PLANO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK NA PARAÍBA



Crisvalter Medeiros

Uma comissão do Fórum União pela Vida, coordenada pela professora Aparecida Ramos, titular da Secretária de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba (SEDH), e pelo pastor João Filho, coordenador do Programa Estadual de Políticas sobre Drogas (PEPD/PB), encerrou ontem, às 16 horas, em reunião no Hotel Hardman, na Praia de Manaíra, em João Pessoa, os trabalhos de elaboração das propostas que vão compor o Plano de Enfrentamento ao Crack e Outas Drogas do Estado da Paraíba.

A secretária Aparecida Ramos destacou, na ocasião, o desafio de produzir um trabalho que integra ações que envolvem posições de status social e práticas profissionais setorializadas. Segundo ela, o plano inova em termos de políticas públicas quando integra ações de assistência social, educação, saúde e segurança pública.

O plano de enfrentamento ao crack contempla sete eixos temáticos: Estrutura organizativa; Repressão qualificada; Rede sócio assistencial; Prevenção; Formação permanente; Mídia, cultura e sociedade, e o eixo Fontes de financiamento.

O pastor João Filho informou, ao final dos trabalhos, que o documento será formatado e apresentado em uma reunião ampla do fórum e que, posteriormente, será encaminhado ao Governador do Estado para ser transformado em Projeto de Lei.  João Filho avaliou que o documento foi construído de forma coletiva com a participação de todas as Secretarias de Estado, Instituições Públicas de Ensino Superior (UFPB/IFPB), entidades não governamentais e outras instituições. “O plano foi elaborado de forma bastante democrática e isso vai garantir a sua execução”, enfatizou o pastor.

O documento traz propostas bastante inovadoras no enfrentamento aos problemas relacionados às drogas no Estado da Paraíba, a exemplo da criação de taxas sobre serviços para compor um fundo estadual para dar sustentação financeira aos projetos que serão desenvolvidos; um amplo trabalho com a mídia envolvendo diversos setores da sociedade, campanhas educativas, formação de agentes públicos e profissionais, além de ações na área da saúde.

A professora Vania Medeiros do Centro Regional de Referência (CRR) enfatizou a oportunidade que teve de integrar o fórum União pela Vida em várias oportunidades, contribuindo para a construção das propostas que vão integrar o plano de enfrentamento ao crack e outras drogas no Estado da Paraíba.

Segundo a professora, as inovações do plano além das ações convencionais na área de enfrentamento às drogas, criou um eixo de mídia, sociedade e cultura. “O plano também garante ações para formar categorias profissionais que atuam na área da distribuição de bebidas alcoólicas e dará sustentabilidade a essas iniciativas através de um fundo financeiro”, assinalou.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

REITOR JOÃO BATISTA PARTICIPA DAS COMEMORAÇÕES ALUSIVAS AO ANIVERSÁRIO DE 21 ANOS DA IMPLANTAÇÃO DO ECA

Reitor do IFPB participou dos 21 anos do ECA


Centenas de estudantes das escolas públicas do município de João Pessoa lotaram o Ponto de Cem Réis, na tarde de ontem (13.07), para comemorar os 21 anos da implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) apoiou e participou do evento, sendo representado pelo Reitor João Batista de Oliveira, pela Pró-Reitora de Extensão, Edelcides Gondim, e a diretora do CRR-Centro Regional de Referência, professora Vania Medeiros.

O Reitor João Batista, que foi convidado pela Secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, professora Aparecida Ramos, teve a oportunidade de conhecer vários programas sociais governamentais e não-governamentais que funcionam na Região Metropolitana de João Pessoa, na área da atenção às crianças e adolescentes, a exemplo da Apôitchá, que atua no município de Lucena; o Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil – Capsi Cirandar, da Prefeitura de João Pessoa; Rede CRER SER, Aldeias Infantis – SOS, Casa Pequeno Davi, Grupo PETI, de Esperança; e o Proerd – Programa de Prevenção ao Uso de Drogas da Polícia Militar da Paraíba.

O dirigente do IFPB interagiu com professores da Secretaria de Educação do Estado da Paraíba, com profissionais do Ministério Público, e conheceu diversas ações na área de inclusão social. João Batista se solidarizou com todas as iniciativas na área dos direitos humanos das crianças e adolescentes e enfatizou o momento afirmando que “o ECA é um documento muito importante, mas é preciso ter um olhar voltado para as famílias desses jovens, para que os pais possam cuidar melhor dos seus filhos”.

A Secretária Aparecida Ramos recebeu a carta proposta, simbolicamente pelas demais autoridades convidadas ao evento, das mãos de uma criança e de um adolescente, alunos da rede pública de ensino. Na ocasião, ela afirmou que as tarefas apresentadas na carta deverão ser cumpridas pelas autoridades. “A partir de agora teremos que transformar esses atos em políticas públicas, disse a secretária, enfatizando a necessidade de se combater de forma mais eficaz a exploração sexual, o trabalho infantil, e o problema da violência”.

Cerca de nove grupos culturais ligados aos movimentos sociais e instituições públicas fizeram apresentações no palco armado no Ponto de Cem Réis.