terça-feira, 5 de novembro de 2013

O MOVIMENTO ANTIPROIBICIONISTA SOBRE DROGAS, NO BRASIL, MOSTROU-SE ARTICULADO NO 4º CONGRESSO DA ABRAMD, EM SALVADOR-BA


A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), localizada no bairro do Cabula, em Salvador, sediou, no período de 31 de outubro a 2 de novembro, um dos mais intensos debates sobre as políticas publicas sobre drogas da região, realizados em 2013. O 4º Congresso da ABRAMD contou com cerca de 600 participantes, entre profissionais, docentes, pesquisadores e estudantes; com 250 trabalhos científicos inscritos. O evento prestigiou os 30 anos de atuação profissional do professor Antônio Nery, da Universidade Federal da Bahia.

Profissionais, pesquisadores, professores e estudantes, de diversas regiões do País, lotaram o auditório da UNEB, no Cabula, em Salvador, para participar o 4º Congresso da ABRAMD.

Mesa de abertura:Mesa de abertura: Dir. Dept. Educação da UNEB, Drª. Carla Liane; Presidente do evento, Osvaldo Fernandez; Presidente Abramd, Marcelo Sodelli; Presidente de Honra, Dr. Antônio Nery Filho; Representante da Sec. de Educação do Estado da Bahia, professora Amélia Santa Rosa; Repesentante SENAD, Andrea Leite; Dir. Dept. Ciências da Vida Uneb, Dr. Atson Fernandes.


O evento foi um importante fórum em defesa dos direitos humanos dos usuários de drogas. As mesas que enfocaram essa temática foram as mais concorridas. Os ativistas do movimento antiproibicionista, quanto ao uso de drogas, mostraram-se insatisfeitos com os rumos que as políticas públicas do governo federal estão tomando frente ao problema das drogas do Brasil.

O professor Elisaldo Carline, do CEBRID/UNIFESP, fez a palestra de abertura do evento. Ele foi enfático em criticar a violência da polícia paulista nos eventos protagonizados na crocolândia este ano. Segundo o professor, a ação da polícia paulista, com relação aos usuários de drogas, é ideológica e representa o “Estado contra o mundo dos pobres e dos despossuídos”, assinalou ele.

Para Carline, os políticos brasileiros têm tratado os usuários de drogas como se eles não fossem seres humanos e sociedade precisasse eliminá-los. Segundo ele, essa visão ideológica é fundamentada no que acontecia na Roma antiga, no ano 460 a.C, quando os romanos praticavam o infanticídio eliminando as crianças consideradas frágeis para o estilo de vida romano, atirando as da Rocha Tarpeia.


Professore Elisaldo Carline, CEBRID-UNIFESP

Aquilo que acontecia há 2 mil anos atrás pode ser comparado com a política de internação compulsório que um segmento da política nacional tenta impor aos usuários de drogas. Carline acrescentou que o Brasil tem uma longa trajetória de tentativas de segregação de pessoas que são consideradas indesejáveis por segmentos dominantes da sociedade.

O professor Elisaldo lembrou que o Decreto Lei nº 891, de 25 de Novembro de 1938, conhecido como a Lei de Fiscalização de Entorpecentes, no seu Artigo 27, rezava o seguinte: A toxicomania ou a intoxicação habitual, por substâncias entorpecentes, é considerada doença de notificação compulsória, em caráter reservado, à autoridade sanitária local. O pesquisador afirmou que essa lei demonstra a tendência dos políticos brasileiros de tentar segregar os usuários de drogas, já naquela época.

Segundo o professor Carline, a ONU já se pronunciou contra as condições desumanas como atuam algumas comunidades terapêuticas no Brasil. Ao contrário dos encaminhamentos da politica sobre drogas no País, a ONU quer o fechamento das entidades de internação forçada.

ENCERRAMENTO

Dr. Vitore Maximiano, Diretor da SENAD


O encerramento do evento contou com a participação do Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Dr. Vitore Maximiano. Ele enfatizou que a prevenção em rede deve ser o grande desafio da política sobre drogas no Brasil. Segundo o secretário, essas ações deverão ser realizadas de forma profissional, evitando-se os improvisos voluntarioso que ainda caracterizam essa área.

O secretário anunciou, para o próximo ano, uma grande campanha de prevenção ao uso de álcool entre adolescentes. Ele assinalou, ainda, que o principal desafio enfrentado pela SENAD é a oferta de serviços com qualidade aos usuários de drogas, “para alcançar essa meta a pesquisa científica precisa ser estimulada”, alertou.

O secretário disse que vê a proposta de internamento compulsório que tramita no Congresso Nacional com reservas, e afirmou que "os direitos humanos dos usuários devem ser respeitados". O secretário da SENAD disse que as comunidades terapêuticas serão implantadas, mas com a reserva da fiscalização e da normatização científica para garantir um serviço de qualidade aos usuários com respeito à pessoa humana.

A ABRAMD renovou a sua diretoria para o biênio 2014/2015. A professora Fátima Sudbrack, coordenadora do PRODEQUI, da UNB, foi eleita presidente da entidade, e propôs a realização do 5º Congresso em Brasília-DF.


sábado, 26 de outubro de 2013

GRUPO TECENDO VÍNCULOS DESENVOLVE ATIVIDADE JUNTO AO CEA, EM JOÃO PESSOA

Grupo Tecendo Vínculos

Os professores do CRR-IFPB, Vania Medeiros e Crisvalter Medeiros, reuniram-se, hoje (24), com   o grupo de trabalho “Tecendo Vínculos”, no  Anfiteatro do  Campus João  Pessoa,   do   IFPB,  para fazer uma supervisão do andamento das ações desenvolvidas pelo grupo.


O grupo é constituído por profissionais do SUS, SUAS e do Sistema de Justiça da Paraíba, que são alunos dos cursos do CRR-IFPB. O grupo está desenvolvendo uma atividade de articulação de rede no Centro Educacional do Adolescente (CEA), da Fundação de Apoio ao Adolescente, em João Pessoa. Participaram da reunião os alunos Lucilvio Silva, psicólogo; Manoel Cassimiro, promotor de justiça; Josenildo Silva, educador CEA, Luciana Lira, psicóloga.

O grupo tem o objetivo de ser mediador de vinculação entre o CEA e a rede de serviços localizada no território, onde o equipamento está instalado. No relatório sintético das atividades apresentadas pelo grupo ficou constatado que a equipe vem avançando na construção da rede subjetiva comunitária. O grupo também está sistematizando o mapeamento do capital social do território, e que já desenvolve algum tipo de atividade na Instituição.

A professora Vania Medeiros subsidiou o grupo com instrumentos do tratamento comunitário capazes de consolidar o papel de mediação na construção de rede de recursos comunitários.

Segundo ela, o desafio do grupo é fortalecer o protagonismo da comunidade do CEA, com o objetivo de melhorar as relações da instituição, de forma a garantir o atendimento aos adolescentes em medida socioeducativa

sábado, 19 de outubro de 2013

PROFISSIONAIS DE SANTA LUZIA, ALUNAS DO CRR, ESTÃO ESTIMULADAS PARA REALIZAR AÇÕES NA COMUNIDADE

Professores do CRR, Crisvalter e Vania Medeiros, ladeados pelas profissionais do SUS e SUAS, em Santa Luzia do Subugi, após momento de interação

A equipe do Centro de Referência Regional (CRR-IFPB) teve a oportunidade de interagir com as profissionais que atuam na rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas, do município de Santa do Luzia do Sabugi, que fazem os cursos do referido CRR, para o biênio 2013/2014. O encontro com o grupo, que recebeu a denominação de “Vale do Sabugi”, aconteceu nesta quinta-feira (17), na Policlínica Dr. Kival de Araújo Gorgônio, da Secretaria Municipal de Saúde.

O CRR é o órgão de formação dos profissionais que atuam na rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas, como parte das ações intersetoriais do Plano Crack, é possível vencer. A ação formativa é desenvolvida em João Pessoa, e outros municípios paraibanos, em parceria entre as secretarias do Governo do Estado, dos municípios, e Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, através do IFPB.


Os professores do CRR, Vania Medeiros e Crisvalter Rogério, tiveram a oportunidade de discutir, com as alunas, os problemas relacionados às ações que são desenvolvidas cotidianamente no campo da atenção aos usuários de crack e outras drogas. As alunas, que atuam no campo da saúde mental e assistência social, alertaram para a demanda intermunicipal que ocorre em Santa Luzia, oriunda das diversas cidades polarizadas.

Santa Luzia dispõe de um CAPS especializado no atendimento de pessoas com transtorno mental. “Os pacientes com problemas de drogas também são atendidos localmente e feito o encaminhamento para o CAPSad de Patos”, informou Ana Karina Medeiros, coordenadora do CAPS.

A equipe que atua no equipamento tem feito diversos eventos com o objetivo de sensibilizar a comunidade para se integrar às ações profissionais voltadas aos cuidados com a saúde mental. “Mas o preconceito e o estigma com relação ao transtorno mental e as drogas ainda precisam de intervenção”, explicou ela.

Diante dos desafios enfrentados pela equipe de profissionais do Vale do Sabugi, a professora Vania Medeiros desenvolveu uma oficina sobre a construção do mapa da rede de recursos comunitários local. Essa rede é formada pelas entidades que a equipe de profissionais pode contar para atuar em parceria para debelar os problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.


No exercício de construção da rede de recursos comunitários, a equipe de profissionais identificou cerca de 50 entidades com as quais pode contar para desenvolver parcerias na área. O grupo ficou animado com a possibilidade da realização de atividades que possam dar visibilidade à rede de recursos comunitários no território, envolvendo representantes dessas entidades. As atividades teriam o objetivo de debater as ações a serem implementadas no campo da prevenção, intervenção e recuperação de usuários de substâncias psicoativas. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

GUARABIRA AVANÇA NO TRATAMENTO COMUNITÁRIO DE USUÁRIOS DE CRACK E OUTRAS DROGAS


Reunião no Hospital Regional de Guarabira

Integrantes da equipe do Centro Regional de Referência (CRR-IFPB) realizou, nesta sexta-feira (11), uma reunião de formação com o grupo de profissionais da rede SUAS/SUS e da segurança pública, alunos do CRR, da região metropolitana de Guarabira,  que agrega 17 municípios da Mesorregião do Agreste paraibano. A reunião aconteceu no Hospital Regional Antônio Paulino Filho.

Os profissionais da referida região metropolitana, que atuam na rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas, estão desenvolvendo um projeto de tratamento comunitário com os detentos do presídio regional de Guarabira.

O grupo, que se intitula “Novo Olhar”, decidiu desenvolver um trabalho de reinserção social através da cultura popular  com a comunidade do referido presídio. Na primeira reunião já foram identificadas algumas potencialidades entre os segmentos de servidores e presidiários.


Grupo Novo Olhar (Guarabira)

Segundo o policial militar Clébio Martins, que integra o grupo, na comunidade interna do presídio há pessoas com vários tipos de talentos na área da cultura popular. “Já foram identificados um poeta cordelista e um artesão”, afirmou.

Na formação que fez com o grupo de Guarabira, a professora Vania Medeiros, coordenadora do CRR, sensibilizou a equipe para a identificação da rede de lideranças, no presídio de Guarabira, e da rede operativa da região. Segundo ela, a identificação dessas redes constitui parte essencial da metodologia do tratamento comunitário. O grupo Novo Olhar ficou estimulado com ação da equipe do CRR, “in loco”, e espera outras visitas.


O CRR é um projeto de extensão da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), que faz a formação dos profissionais que atuam na rede de atenção aos usuários de drogas através do plano crack, é possível vencer.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

De palhaço, médico combate o crack

Médico se aproxima dos usuários (Felipe Rau -Estadão)


Psiquiatra usa fantasia para se aproximar dos usuários e convencê-los a buscar tratamento

O sol começava a sair de trás das nuvens, por volta das 10h de anteontem, quando o psiquiatra Flavio Falcone, de 33 anos, formado pela Universidade de São Paulo (USP), abriu a porta do banheiro da Unidade De Braços Abertos, na Rua Helvetia, no coração da Cracolândia, centro de São Paulo. Com um nariz de bola vermelha e o rosto maquiado, usando uma cartola branca, terno de tecido grosso e uma gravata feita com gaze, ele já havia incorporado o palhaço Fanfarrone.

Pela décima vez nos últimos dois meses, Falcone repetia o ritual das últimas sextas-feiras. Fantasiado, aborda os usuários de crack nas ruas lotadas da Cracolândia para ganhar a confiança deles e convencê-los a iniciar um tratamento que possa livrá-los de uma das drogas mais consumidas no País. Um em cada três (35%) consumidores de drogas ilícitas nas capitais do País usa crack, conforme pesquisa inédita da Fundação Oswaldo Cruz, divulgada na quinta-feira.

As vestimentas do médico são inspiradas em Zé Pelintra, entidade da umbanda que, segundo uma versão sobre sua morte, bebia demais e foi atropelado depois de adormecer na linha de trem. "O palhaço ajuda a estabelecer uma relação horizontal, de igual para igual, com o povo daqui. De médico, imediatamente se cria uma hierarquia que eu prefiro desconstruir", diz. Depois dos primeiros passeios, um pandeiro também passou a fazer parte dos acessórios da peregrinação. Quando os usuários viam o palhaço, muitos o rodeavam e começavam a cantar com ele.

Logo nos primeiros passos, Fanfarrone é abordado por uma mulher de cerca de 30 anos, magra, cabelos castanhos, envelhecida pela droga, que vem conversar sobre astrologia. Ela pergunta o signo do palhaço, que responde ser de escorpião. A moça conta a história do marido do mesmo signo, que consome crack com ela. "Eu fumo para ficar na brisa, para ouvir música, para fazer amor. Ele fuma e fica violento, fala bobagens, me bate. Quando escorpião dá para ser ruim, sai de baixo", diz a moça.

Uma liderança da cena local começa a acompanhar Fanfarrone, depois de comunicada de que haveria fotos e que o repórter iria junto. Pardal, de 50 anos, foi com um chapéu verde-amarelo, segurando um acessório de penas coloridas. Usa óculos sem lentes para "passar uma imagem de respeito", que ele tira durante os bate-bocas com outros frequentadores.

Pardal estava agitado na manhã de sexta, sob o efeito da pedra. Contou que a Escola de Samba Tom Maior havia sido criada em sua casa, na zona sul, e depois se emocionou ao falar do filho que foi preso aos 15 anos e só agora havia saído da prisão. Assumiu com o palhaço o compromisso de participar de um grupo de música para o bairro, projeto ainda a ser apresentado ao poder público.

Fanfarrone segue pela Helvetia em direção à Rua Dino Bueno, onde fica "o fluxo", termo usado para definir o movimento de venda e consumo intenso da pedra. Ganha um boneco de pelúcia de presente de uma moça, que pede que ele guarde o bichinho com cuidado. Metros adiante, Fanfarrone perde o boneco, levado de seu bolso por um homem.

A rua está agitada às 10h30. Barraquinhas de roupas velhas ficam na calçada, num comércio de objetos sem valor para fazer dinheiro para manter o consumo da pedra. Em outro, são vendidos carrinhos de plástico quebrados e muitos restos de equipamentos eletrônicos. Um jovem branco, de cabelos claros e compridos, tenta vender uma bela jaqueta preta, no meio do fluxo, para obter recursos e comprar mais pedra.

Fanfarrone segue decidido, passando em meio à multidão efervescente. Para a reportagem, ele diz que a escolha do palhaço não foi gratuita. "O palhaço, na verdade, deu sentido para minha vida. Aqui, eu também busco a minha cura", conta. Criado em Piracicaba, no interior de São Paulo, ele sempre foi uma criança tímida. Seus pais eram donos de uma escola de balé. Desde os 4 anos, ele assistia, discretamente, a quase todas as aulas. Depois, repetia as coreografias escondido.

Sonho. Aos 14 anos, sonhou que estava tratando de dependentes químicos. Foi quando decidiu ser psiquiatra. Sempre teve facilidade com os estudos e ingressou na USP. Junto com a Medicina, passou a fazer aulas de palhaço e conseguiu se livrar da depressão que o perseguia. "O palhaço lida com as sombras. Ele revela o lado ridículo de situações que, às vezes, levamos muito a sério. Eu sempre fui uma pessoa tímida. Passei a rir de mim mesmo, o que foi mais eficiente do que qualquer terapia. Parece que, hoje, renasci e vivo em outra encarnação", diz.

A sombra dos frequentadores da Cracolândia, para o palhaço, é o potencial muitas vezes desperdiçado daquelas pessoas. Fanfarrone continua andando no meio da confusão, com gente de olhos arregalados por todos os lados, cachimbos de aço sendo acesos, discussões e dedos em riste, quando, de repente, um cego de roupa social aparece, tentando passar no meio do fluxo com a ajuda da bengala. Tudo pode parecer muito triste, mas Fanfarrone acredita no poder terapêutico de transformar em riso a miséria humana.

Nos primeiros dois meses de atividade, ele calcula ter conseguido "construir vínculos" com 30 pessoas. Um deles era HIV positivo. Depois de saber que tinha a doença, decidiu "morrer na Cracolândia". Fanfarrone disse que hoje pessoas com aids podem sobreviver por anos, desde que medicadas. Ao saber disso, o jovem começou a se tratar. Mas permanece na Cracolândia.

Fanfarrone evita arriscar um palpite sobre quanto tempo a região ainda vai conviver com a cidade. Mas arrisca uma definição sobre o local: "a Cracolândia é a sombra da cidade de São Paulo".


 O Estado de São Paulo -  BRUNO PAES MANSO

O BRASIL TEM 370 MIL USUÁRIOS DE CRACK


A Fio Cruz divulgou, recentemente, o resultado da primeira pesquisa sobre usuários de crack e outras formas similares da cocaína (pasta base, merla e “oxi”), desenvolvida pela instituição. A pesquisa realizada nas 26 Capitais brasileiras e no Distrito Federal foi coordenada pelos pesquisadores Francisco Inácio Bastos e Neilane Bertoni. 


O resultado do inquérito domiciliar demonstrou que existem cerca de 370 mil usuários de crack e similares derivados da cocaína no País. A pesquisa apontou, ainda, que nos municípios pesquisados a estimativa para o número de usuários de drogas ilícitas em geral (com exceção da maconha) é de 2,28%, ou seja, aproximadamente 1 milhão de usuários. Desta forma, os usuários de crack e/ou similares correspondem a 35% dos consumidores de drogas ilícitas nas capitais. A pesquisa faz parte das iniciativas do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, sendo idealizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD).


O estudo sobre a estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal foi realizado por meio de inquérito domiciliar de natureza indireta, ou seja, que não teve como foco primário a entrevista com usuários de drogas (método NSUM - Network Scale-up Method).

NORDESTE

No Nordeste foram identificadas 150 mil pessoas que fazem uso regular do crack. Conforme dados da pesquisa, as capitais da região Nordeste, ainda que estatisticamente apresentem proporções similares de uso frente às capitais da região Sul, foram as que apresentaram o maior quantitativo de usuários de crack e/ou similares.


A pesquisa também levantou informações sobre o uso da substância por menores de idade. Dentre os 370 mil usuários de crack e/ou similares estimados tem-se que cerca de 14% estão nesse segmento da população, representando aproximadamente, 50 mil crianças e adolescentes que fazem uso dessa substância nas capitais do país


Essas proporções de usuários menores de idade variam conforme a região do país. As capitais da região Nordeste são as que somam um maior quantitativo de crianças e adolescentes consumidoras de crack e/ou similares, correspondendo a cerca de 28 mil indivíduos. Enquanto que, nas capitais das regiões Sul e Norte, esse número é de cerca de 3 mil menores de idade, em cada uma dessas regiões.


Esta etapa da pesquisa foi realizada em 2012, com aproximadamente 25.000 pessoas, residentes nas capitais do país. Essas pessoas foram visitadas em seus domicílios e responderam a questões sobre suas redes sociais (de uma forma geral e com um foco em usuários de crack e outras drogas).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

EQUIPE DO CRR-IFPB PARTICIPA DE CURSO NA FAVELA DA MARÉ, NO RIO DE JANEIRO


A coordenadora do Centro Regional de Referência (CRR-IFPB), professora Vania Medeiros, está participando de um curso sobre Tratamento Comunitário, na área de intervenção social em comunidades de alto risco em uso de drogas, na Favela da Maré, no Rio de Janeiro.

O tratamento comunitário é uma metodologia de intervenção em comunidades de alto risco social que vem sendo implantada em países da América Latina, sob a supervisão do seu criado, professor Efrem Milanese. Ele é consultor da Caritas Internacional e fez doutorado na Universidade de Paris.


Essa nova modalidade de intervenção na área de drogas foi adotada de forma experimental no CRR do IFPB, em João Pessoa. A metodologia já vem sendo desenvolvida na Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Chile, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraquay, Peru e Uruguai, cujos ativistas também estão participando da formação no Rio de Janeiro.



O curso está sendo ministrado em um equipamento comunitário da Prefeitura do Rio de Janeiro, instalado na Favela da Maré, com a participação da Ong – Rede Maré. Participam da formação, além da equipe do CRR da Paraíba, ativistas na área de drogas de vários países latino americanos.


A formação capacita os ativistas a fazerem contatos com comunidades de alto risco social e realizar o diagnóstico dos problemas, principalmente sobre a questão do uso de drogas. Segundo a professora Vania Medeiros, o mesmo curso será ministrado no IFPB, em João Pessoa, para a equipe ampliada do CRR e gestores de órgãos públicos, na próxima segunda e terça-feira (23/24). O curso será ministrado pelo professor Efrem Milanese.

A professora Vania informou, ainda, que a Favela da Maré é um complexo habitacional que conta com 140 mil pessoas. Segundo ela, é uma comunidade de trabalhadores, mas que ainda sofre a influência do narcotráfico instalado na região. A professora acrescentou que todos os dias, praticamente, há enfrentamento entre a polícia e os traficantes. As famílias da comunidade vivem uma dinâmica estressante, tendo que se recolher às pressas sempre que começam os enfrentamentos.


“No mais é uma comunidade de trabalhadores onde as pessoas vivem o seu dia-a-dia exercendo suas atividades profissionais e as crianças indo às escolas. A comunidade também conta com um intenso comercio local”, assinalou a professora.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Profissionais brasileiros e especialistas internacionais e nacionais debatem mudanças na política sobre drogas



Abertura do evento no Museu da República-Brasília-DF

Profissionais que atuam na área da atenção aos usuários de drogas do Ministério da Saúde e de projetos apoiados pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) tiveram a oportunidade de debater os problemas relacionados às políticas sobre drogas no Brasil, com especialistas nacionais e de outros países que adotaram políticas alternativas ao modelo de guerra à drogas e estão sendo bem sucedidos nas suas experiências.

O fórum que promoveu o debate foi o Simpósio Nacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão, que aconteceu no período de 9 a 11, deste mês, no Museu da República, em Brasília-DF. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde e SENAD, com apoio de organizações internacionais, a exemplo do UNODC, OPAS, OMS,  bem como entidades não-governamentais. Os profissionais tiveram a oportunidade de conhecer as experiências de políticas sobre drogas deflagradas no Canadá, Holanda, Praga, Portugal e Uruguay.

Na abertura do Simpósio, que contou com a participação de autoridades nacionais e internacionais, o diretor da SENAD, Dr. Vítore Maximiano, disse que o evento reunia os profissionais mais seletos e especializados da área da saúde, bem como de outras relacionadas ao tema das drogas. Segundo ele, o Brasil precisava de um debate sereno para buscar saídas para o problema das drogas.

O evento foi uma ocasião para se analisar as políticas públicas em todos os níveis: prevenção, tratamento e a reinserção social. Na sua fala, na abertura do simpósio,  o ecretário acrescentou, ainda, que “devemos aprender as experiência exitosas de outros países nessa área”.

O clima no qual transcorreria o evento apareceu logo na premeira conferência, proferida pelo ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Sr. Paulo Vannuchi. A assinalou que o simpósio significava uma nova orientação de paradigma na política de drogas brasileira, seguindo uma tendência internacional que apontaria para o fim da guerra às drogas, que dizimou milhares de pessoas em todo o mundo nos últimos 40 anos.

Segundo Vannuchi, o tema da coerção à coesão suscita solidariedade com os usuários de drogas, sendo essa a tônica do caminho político que o Brasíl decidiu trilhar desde 1988, que estabeleceu, efetivamente, a democratização na área da saúde. “A guerra às drogas no Brasil terminou”, vaticinou o ilustre defensor dos direitos humanos.

Um momento bem especial do evento, que pode ser considerado como uma inovação em seminários sobre as drogas, foi colocar frente à frente os profissionais da atenção aos usuários de substâncias psicoativas e os atores da grande imprensa nacional para analisarem o relacionamento da mídia com os usuários e com a política da área. Os  dois segmentos tiveram a oportunidade de avaliar com honestidade e coerência suas limitações e competências. Espera-se que o debate tenha prosseguimento e que, no futuro, exista uma cobertura adequada dos meios de comunicação sobre a temática. Esta foi a expectativa de todos, ao final da mesa, que contou com representantes da Folha de São Paulo, Estadão, Carta Capital e Rede Tv.

Uma das mesas mais instigantes, do simpósio, foi a que possibilitou o conhecimento das políticas sobre drogas da Holanda, Canadá, Praga e Portugal. Através da experiência dos especialistas desses países, os profissionais brasileiros tiveram a oportunidade de entender que uma nova realidade vem se estabelecendo no mundo como alternativa aos modelos estigmatizantes de lidar com a realidade do uso recreacional ou problemático de substâncias psicotrópicas.

O tema do simpósio foi fundamentado no documento do UNODC, organismo das Nações Unidas para as drogas e crimes: Da coerção à coesão. O documento defende mudanças que passam de uma abordagem coertiva para outra que valorize a construção de espaços de coesão social. Essa mudança requer o enfrentamento de uma série de problemas sociais, a exemplo da violência, corrupção, desemprego, acobertura dos sistemas de saúde, educação incipiente, encarceramento crescente, dentre outros problemas.

O referido documento apresenta 10 itens como os principais fatores de risco e ameaças à coesão social: a desigualdade social, migração, transformação política e econômica, a cultura do excesso emergente, o crescimento do individualismo e o consumismo, mudança de valores tradicionais, situações de conflito bélico, rápida urbanização. E mais: a perda de respeito pela lei, e a influência de uma economia de drogas ilícitas em nível local.
Da programação do evento constou, ainda, além do tema da coerção à coesão: drogas, economia e exclusão social; inovações internacionais frente à política sobre drogas: pragmatismo e direitos;  mídia e drogas; direitos humanos, cidades e drogas.


Os integrantes da equipe do Centro Regional de Referência, em João Pessoa, Crisvalter Medeiros (IFPB); Shirlene Queiroz, Coordenadora de Saúde Mental do Governo da Paraíba; e Janaína Demery, da Coordenação Municipal de Saúde Mental; além da professora Aparecida Penso, UCB, participaram do evento.

sábado, 7 de setembro de 2013

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE DROGAS: DA COERÇÃO À COESÃO


O I Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão, que acontecerá de 09 a 11 de setembro de 2013, no Museu Nacional da República, em Brasília, Distrito Federal, será um momento de encontro com diversos setores da sociedade para debater as políticas públicas voltadas para a questão das drogas.

Os organizadores do evento esperam que a difusão de informações e a ampliação do debate sobre as políticas públicas na área de drogas promovam a criação de um espaço importante de troca para a produção de ações integradas que viabilizem uma maior coesão da sociedade brasileira. O coordenador adjunto do Núcleo de Estudos Trandiscipinares em Dependência Química (NETDEQ-IFPB), jornalista Crisvalter Medeiros, intregrante da equipe do Centro Regional de Referência (CRR-IFPB), participará do evento como convidado.

O evento conta com a promoção do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde e da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, do Departamento de Articulação de Rede de Atenção à Saúde, da Secretaria de Atenção à Saúde. E mais: Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD); Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC); bem como da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria com a International Drug Policy Consortium (IDPC) e o Instituto Igarapé.

De acordo com o material de apresentação do evento, em todo o mundo, os países vêm trabalhando a demanda das comunidades marginalizadas, que são vulneráveis aos problemas relacionados às drogas. Na última década, a sociedade brasileira buscou alternativas para ampliação do acesso à saúde e outras políticas sociais para os usuários de crack, álcool e outras drogas e seus familiares. Essas medidas representaram um avanço considerável no que se refere à discussão do tema na sociedade e também das normatizações e diretrizes para implementações das ações.

No simpósio serão apresentadas diversas experiências de políticas públicas que foram efetivadas em outros países (Argentina, Chile, Canadá, Holanda, Portugal, República Tcheca e Uruguai). É uma oportunidade de conhecer e envolver novos atores para dialogar sobre as estratégias para se aumentar a coesão social, como se enfrentar os fatores de risco e quais os obstáculos a serem superados nessas áreas.


Veja programação competa:

terça-feira, 27 de agosto de 2013

VANIA MEDEIROS, COORDENADORA DO CRR-IFPB, PARTICIPA DE EVENTO DE INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA DE PREVENÇÃO NA GUATEMALA


Mesa de abertura do evento

A coordenadora do Centro Regional de Referência (CRR-IFPB), professora Vania Medeiros, está participando nesta semana, de 27 a 30 (terça à sexta-feira), de um evento na Universidade Mariano Galvez, em Santa Cruz de Quiché, na Guatemala. O evento, que visa integrar ações na área de prevenção ao sofrimento social, é promovido pela Rede Americana de Intervenção em Situações de Sofrimento Social (RAISS) e Pastoral social de Quiché - Caritas, como parte do programa do encontro do Centros de Formação da referida rede naquele país.

No evento, que conta com a participação de professores e profissionais integrantes de instituições públicas e organizações não governamentais da Argentina, Bolívia, Colômbia, Brasil, Costa Rica, Chile, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraquay, Peru e Uruguai, a professora Vania Medeiros está representando a região Nordeste. 

 Professora Vania Medeiros, ladeada por ativistas da Guatemala

Segundo Vania Medeiros, no primeiro dia do evento foi discutido o tema relacionado à adolescência e juventude violenta ou violentada. Nesse contexto, foi realizada uma oficina pelo coordenador de direitos humanos do Arcebispado da Guatemala, Jorge Luis Sandoval, que apresentou dados sobre a realidade da juventude guatemalteca. Segundo o ativista dos direitos humanos, “o nível de escolaridade de jovens no país é muito baixo, em especial referente à educação superior, sendo que apenas 33,6%  dos jovens entre 15 e 29 anos concluem a escola primária e apenas 5,1% destes chegam ao final do ensino superior”. As informações foram passadas pela professora Vania Medeiros através de e-mail.

Vania acrescentou que o consultor da Caritas Alemanha, Efrem Milanese, presente ao evento, comentou que esta é uma forma de violência, já que a exclusão é a pior violência que pode ser praticada contra a juventude. “Além dos jovens serem excluídos do sistema escolar, aqueles que estão dentro deste sistema, muitas vezes estão expostos a condições institucionais precárias, o que também representa uma forma perversa de exclusão e violência”, destacou o consultor da Caritas Internacional.

O evento também acomodou um encontro de representantes dos Centros de Formação da RAISS, do qual a professora Vania Medeiros é integrante, representando o Brasil. Foram realizadas atividades de atualização sobre os referenciais teóricos de práticas preventivas embasadas no método do modelo ECO2.

Segundo a professora Vania Medeiros, participar do evento foi uma oportunidade de conhecer várias iniciativas que estão sendo desenvolvidas em países da América Latina que podem ser adaptadas para a realidade brasileira. A professora pretende aprimorar, ainda mais, a metodologia formativa dos profissionais que atuam na área de prevenção e intervenção ao uso de drogas na Paraíba através do acúmulo de experiências promovida no referido evento. Ela também vai apresentar a metodologia que está sendo desenvolvida no CRR do IFPB para contribuir com outros países Latino Americanos.

Mais fotos:






domingo, 18 de agosto de 2013

EQUIPE DO CRR-IFPB, EM JOÃO PESSOA, INTEGRA PROFISSIONAIS E USUÁRIOS DE DROGAS NA PARAÍBA


O evento de instalação dos cursos do Centro de Referência Regional (CRR), do IFPB, foi uma oportunidade de integração entre os  profissionais e os usuários de substâncias psicotrópicas em recuperação na rede de atenção ao uso de drogas no Estado da Paraíba. A abertura dos cursos do CRR aconteceu na última quinta-feira (15), no Auditório do Tropical Hotel Tambaú, em João Pessoa.

O CRR integra o Plano “Crack, é possível vencer”, do Governo Federal, no eixo prevenção, sendo responsável pelo trabalho de capacitação dos profissionais atores do plano. O Centro é executado pela Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, através da FUNETEC, sob a coordenação da professora Vania Medeiros.

A professora Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudos e Atenção à Dependência Química (PRODEQUI), da Universidade de Brasília, fez uma palestra sobre a prevenção e atenção ao uso de drogas com enfoque na teoria da complexidade. Para ela, a atenção às drogas deve ser feita de forma intersetorial. "A intersetorialidade só pode ser articulada através de uma postura ética dos profissionais, que considere as diferenças, a compreensão, o diálogo e o perdão", enfatizou.

As professora Inês Gandolfo e Aparecida Penso conduziram um psicodrama com os profissionais que integram os cursos do CRR, com o objetivo de trabalhar a representação social desses profissionais com relação aos usuários de drogas.

Durante todo o dia, da última quinta-feira (15), os profissionais e os usuários de diversos equipamentos comunitários da rede de atenção às drogas, a exemplo do CAPS-AD e grupos de Terapia Comunitária, tiveram a oportunidade de fazer demonstrações de atividades artístico-culturais que são desenvolvidas nesses ambientes de atenção aos usuários e seus familiares. Também participaram do evento os grupos de prevenção ao uso de drogas desenvolvidos por educadores em escola púbicas de municípios paraibanos.

Participaram do evento a banda de pagode do Caps-Ad Primavera, em Cabedelo; os oficineiros do Caps David Capistrano, no Bairro do Rangel, além de alguns programas de inclusão social desenvolvidos pelas prefeituras municipais, a exemplo da Banda de Instrumentos de Sopro do Município de Araçagi, formada com beneficiários do programa Bolsa Família.

Algumas escolas públicas também participaram do evento, a exemplo do Fenelon Câmara, da Prefeitura Municipal de João Pessoa, localizada no Ernesto Geisel, que desenvolveu uma dinâmica com os alunos que integram o comitê “Amor pela Vida”, coordenado pela professora Maria de Fátima Paiva, que faz prevenção através do protagonismo juvenil.

O animador cultural, Arnaldo Batista, do município de Cabedelo fez apresentação da “Escolinha do Professor Badeco” que faz prevenção com crianças e adolescentes utilizando a prática de surf e oficinas de fabricação de pranchas. Outro animador cultural, Clovis do Babau, oficineiro do Caps-Guarabira, desenvolveu uma oficina de bonecos com os profissionais e usuários participantes do evento.

SOLENIDADE DE ABERTURA

A solenidade oficial de abertura dos Cursos do CRR-IFPB foi uma oportunidade para os gestores do IFPB, que participaram do evento, o Reitor João Batista de Oliveira, a Pró-Reitora Edelcides Gondim, e o Diretor de Extensão Tecnológica e Assuntos Comunitários, Alexandre Urquiza, além da gerente de finanças da FUNETEC, Fernanda Albuquerque, reconhecerem a importância social das ações desenvolvidas pela equipe do CRR. As demais autoridades integrantes da mesa de abertura da cerimônia também enfatizaram a importância social do trabalho de capacitação desenvolvido pelo centro.

Participaram da mesa de abertura do evento, além do representante da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, Dr. Luiz Guilherme Paiva, o Pastor Túlio Polari, Gestor do Programa de Políticas sobre Drogas, do Estado da Paraíba; o presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, Dr. Juvenal da Roz; os secretários municipais, Geraldo Amorim, da Segurança Pública e Cidadania e Janaína Demery, representante da Secretaria de Saúde do Município de João Pessoa. A coordenadora de saúde mental, Drª. Shirlene Queiroz, representou a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba.


A Justiça da Paraíba esteve representada através da participação do coordenador dos cursos preparatórios da ESMA-PB, Dr. Eduardo José de Carvalho; do Defensor Público Geral-Adjunto, Dr. Jaime Carneiro, e da Defensora Pública Drª. Elizabete Barbosa.  

domingo, 21 de julho de 2013

CRR INICIA CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA 2013 2014

 
       Os profissionais lotaram auditório do Hotel Caiçara, em João Pessoa

Com a participação de profissionais dos Sistemas Único de Saúde (SUS), Sistema Ùnico de Assistência Social (SUAS), Sistema de Justiça da Paraíba, além dos trabalhadores em educação foi iniciada, neste final de semana (19/20), a programação formativa dos cursos do Centro Regional de Referência (CRR) para o biênio 2013/2014. O evento que contou com a participação de profissionais de municípios de todas as microrregiões do Estado da Paraíba, aconteceu no Auditório do Hotel Caiçara, na praia de Tambaú, em João Pessoa.

O professor do CRR, Crisvalter Medeiros, recepcionou os alunos mostrando como o site do CRR (www.crrifpb.com.br) poderá ser utilizado para articulação e aproximação da rede de serviços no âmbito do curso, além de sensibilizar os profissionais para ações na área da reinserção social de usuários de drogas.


Os 600 alunos, que compõem as turmas de profissionais que estão sendo capacitados pelo CRR, também foram recepcionados pelas professoras Vania Medeiros, coordenadora CRR; Raquel Barros, Instituto Empodera; Lawrencita Espíndola e Nilza Ramalho, UFPB; Valéria Cristina, PMJP e Vagna  Cristina, da Facene.

A presidente do Instituto Empodera, psicóloga Raquel Barros, realizou palestra sobre reinserção social de mulheres grávidas, ou mães, em situação de vulnerabilidade social, principalmente em decorrência de uso de drogas. A professora Vania Medeiros desenvolveu dinâmicas com os profissionais, no sentido de identificar as redes sociais operativas de cada um.


A principal tarefa do primeiro dia de formação dos cursos do CRR, nesta edição, foi a escolha de um “caso concreto de vulnerabilidade social”. O caso será trabalhado durante todo o curso, visando a uma intervenção pessoal ou social. O estudo de caso será realizado de forma transdisciplinar orientado pelas metodologias dos cursos ministrados e pelo tratamento comunitário.


Ao final ficou estabelecido o calendário de atividades do próximo mês com a realização do Seminário de Abertura no dia 15 (agosto) e início das aulas dias 16 (grupos do interior do estado) e 17 (capital). Já está confirmada a presença no evento de autoridades locais e do Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas (Dr. Vitore Maximiano).

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