domingo, 5 de maio de 2013

Doutor Antônio Nery Filho desabafa e ameaça tirar o “time de campo”


Doutor Antônio Nery Filho é psiquiatra, professor da Universidade Federal da Bahia, e fundador do CETAD-Centro de Estudos e Terapia de Álcool e Drogas. Antônio Nery é uma das lideranças acadêmicas nacionais no campo da pesquisa em álcool e outras drogas. O trabalho do professora Nery ganhou repercussão internacional.
O professor está revoltado com o nome atribuído ao Estado da Fonte Nova, um patrimônio da cultura e do esporte baianos: Itaipava Arena Fone Nova. Segundo o professor, esse nome seria uma referência a uma marca de Cerveja. Acompanhe o desabafo do acadêmico em vídeo e leia matéria publica no blog dele.
                                                                                                                                                                                                     
                                                         


FOMOS ATINGIDOS EM NOSSA ALMA E EM NOSSA BAIANIDADE


Esperei o dia 12 de abril passado, uma sexta-feira, com a expectativa do soldado às vésperas da batalha. E por que? Porque iria dizer aos baianos, através da Rádio Metrópole (Jornal do Meio-Dia, 12 às 13 horas), o quanto havia de indignação, raiva, quase dor, em minha alma. E por quê? Porque durante uma semana recusei-me acreditar nas peças publicitárias espalhadas pelos quatro cantos da cidade dando conta do novo nome do Estádio Octávio Mangabeira – apelidado pelos baianos, de Fonte Nova. Li que nosso estádio havia se tornado uma arena, Itaipava Arena Fonte Nova, vinculando nossa praça de esportes a uma bebida alcoólica, uma das tantas marcas de cerveja.


E por que isto fez ferver o meu sangue? Porque a alma e o coração da gente de Salvador  têm várias fontes, uma delas é a Fonte Nova, descoberta pelos moradores do Tororó e Nazaré,  uma alternativa à outra velha fonte, contaminada pelas águas do Dique do Tororó.  Naquele lugar onde havia uma pedreira, e aonde mais tarde jovens estudantes iriam jogar futebol, segundo relato de Eduardo Gantois, ergueu-se e foi inaugurado em 28 de janeiro de 1951 o Estádio Octávio Mangabeira, homenagem ao então Governador da Bahia, com partida disputada e vencida por um a zero pelo Botafogo de Salvador contra o Guarany da Bahia. Contudo, a Fonte Nova estava lá, na memória esquecida, mas viva, da gente da Cidade da Bahia.   Concebido por Diógenes Rebouças, também responsável pela sua ampliação entre 1968 e 1971, a Fonte Nova ganhou anel superior e  sua capacidade passou para 60 mil pessoas. Foi num silêncio quase constrangedor que a Bahia viu sua implosão em agosto de 2010, motivada pelo desabamento de parte deste anel em novembro de 2007, e as exigências da FIFA para a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014.
Dia após dia, durante três anos contados em painel gigante, vimos surgir e crescer o novo estádio, de formas curvas, feminino, exuberante. Para sua inauguração veio ter conosco a Presidente Dilma  Rousseff. Seu ato simbólico, segundo a imprensa, o pontapé original, foi dado com o pé esquerdo… Participaram do ato várias de nossas estrelas, dentre as quais Ivete Sangalo, representando a torcida do Esporte Clube Vitória,  e  Claudia Leitte , representando a Nação Tricolor. Para esta festa o estádio amanheceu abraçado por uma grande fita, lembrando a Fita do Senhor do Bonfim. Um grande laço ornava o lado sul, sob o qual, estarrecidos, lemos o nome do novo estádio: ITAIPAVAARENA FONTE NOVA.

Como suportar, depois de quase 30 anos cuidando de usuários de álcool e outras drogas, e seus familiares, que nosso estádio tenha seu nome vinculado ao produto mais danoso à saúde das populações? Como admitir que a droga responsável ou associada à maioria das mortes violentas seja associada ao esporte? Como conviver com as mortes no trânsito das cidades e estradas e os gritos das torcidas, vinculados às alegrias e tristezas das vitórias e derrotas ao longo dos campeonatos de futebol? Se por tudo isto lamentei na Rádio Metrópole, lamentei mais ainda a presença de nossos artistas no ato inaugural: não precisavam destes 30 dinheiros. Lamentei que nossos demais ídolos tenham ficado silentes. Não ouvi nossos radialistas, barulhentos, levantarem a mão ou a voz. Não conheci nome de político que tenha ido à praça pública manifestar seu repúdio ou proposto, da tribuna, qualquer moção, muitos deles inimigos públicos das drogas em nome de Jesus… Não conheci qualquer manifesto de advogados ou de sua ordem. Não sei quanto a dor desse novo nome alcançou a categoria médica. Não ouvi os psicólogos ou o Conselho Regional de Psicologia. Tampouco ouvi os antropólogos ou os sociólogos. Não li qualquer notícia sobre alguma ação dos Ministérios Públicos Estadual ou Federal. Não sei porque motivo silenciaram-se os professores de todos os níveis, os alunos, o clero que tantas vezes se insurgiu contra as iniquidades, a violência, defendeu a reforma agrária e a infância abandonada. Silenciaram-se engenheiros e arquitetos da Bahia; ficou em silêncio o Instituto Histórico e Geográfico, sempre defensor de nossas tradições. Onde estão as Secretarias de Turismo do Estado e do Município?

Lamentei que a mídia de minha terra tenha louvado a inauguração, e publicado foto de página inteira de um estádio embriagado…Sem comentários.

Aqui, plagio o poeta: “ baianos, baianas, onde estão que não respondem; em que mundo , em que estrela se escondem…”

No dia da inauguração, 7 de abril de 2013, cada pilar da Fonte Nova ostentava imenso painel onde se lia: 100% Futebol, associando, visualmente, cerveja e bolas. No que me diz respeito, permanecerei 100% contra qualquer argumento, em particular econômico, que tente justificar a imoralidade da submissão da nossa história, das tradições de nossa cidade, da história de nosso esporte a uma marca de cerveja. No dia da inauguração da Fonte Nova, sem saber o que fazer com o imenso mal estar que me invadiu, ouvi em uma rádio, Chico Buarque cantando (ou me provocando?):

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu…
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá …
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá…
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
Transcrito de 
http://conversandocomnery.wordpress.com/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

REUNIÃO, EM JOÃO PESSOA, DÁ INÍCIO A INSTALAÇÃO DO CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA DE FORMAÇÃO DO PLANO “CRACK: É POSSÍVEL VENCER”


Professora Vania Medeiros fez explanação sobre a metodologia formativa do CRR 

A coordenadora do Centro de Regional de  Referência (CRR), professora Vania Medeiros, realizou, ontem (30), a primeira reunião de trabalho com os representantes dos gestores das áreas de saúde, assistência social, segurança urbana e educação do Município de João Pessoa; e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano do Estado. A reunião teve o objetivo de traçar as metas de formação dos cursos destinados aos profissionais da rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas dos municípios paraibanos envolvidos no projeto.
O CRR é um projeto da Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD) executado pela Pró-Reitoria de Extensão do IFPB. A execução do projeto acontecerá de forma intersetorializada com os órgãos de saúde, assistência social, educação, segurança publica, cidadania e justiça.

A reunião aconteceu no anfiteatro do Campus de João Pessoa, do IFPB, e contou com a participação de Fabiana Uchôa, representando a Secretaria de Educação do Município de João Pessoa; Valéria Cristina, da Secretaria de Segurança Urbana  e Cidadania (PMJP); Soraia Oliveira Macêdo, Sec. de Desenvolvimento Social (PMJP); Alessandra Cruz, assessora da Coordenação de Saúde Mental da PMJP; Janaína Madruga, Coordenadora de Saúde Mental da PMJP; Lucineide Braga, Gerente da Atenção Básica da PMJP; Elinalda Gonçalves e Natália Gouveia, da Sec. de  Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba.
Como encaminhamentos da referida reunião ficou acertado que as secretarias da PMJP e do Estado da Paraíba vão formalizar as demandas por vagas para os seus profissionais ao CRR, além de promover articulações dos setores de serviços e das coordenações municipais e estaduais; bem como fazer articulações junto aos conselhos tutelares, órgãos da Justiça e da Segurança Pública para integrar a gestão compartilhada do projeto do CRR-IFPB.
Foi discutida, na reunião, as metodologias de formação e as iniciativas para superar possíveis dificuldades durante a execução do projeto. A professora Vania Medeiros fez uma explanação detalhada dos resultados do projeto do CRR em 2011/12 e as perspectivas para 2013. Segundo a professora, em 2011, o CRR formou 326  profissionais e, para este ano, a projeção é de  capacitar 600 trabalhadores da atenção aos usuários de crack e outras drogas.
A professora do IFPB ressaltou a importância do engajamento dos demais setores públicos da Paraíba no projeto do CRR, já que é uma iniciativa do Governo Federal, através da SENAD, para implementar a formação de recursos humanos dentro do plano “Crack: é Possível Vencer”, integrando simultaneamente, em âmbito local, as ações do Programa Municipal, coordenado pelo secretário Geraldo Amorim, da Segurança Urbana e Cidadania; e do Plano Estadual de Enfrentamento do Crack – Ação pela Vida, coordenado pela professora Aparecida Ramos, Secretária de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba. A coordenadora Vania Medeiros assinalou que os resultados do projeto do CRR dependem do empenho de todos os segmentos envolvidos.

A participação efetiva dos profissionais que representam os órgãos públicos demonstrou o engajamento dos gestores com o problema do crack e outras drogas.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Defensor é escolhido para Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas



O defensor público de São Paulo Vitore André Zílio Maximiano foi escolhido pelo ministro José Eduardo Cardozo para assumir a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União no início da próxima semana e a posse ocorre em seguida, segundo a pasta.
Atuando até então como 2º subdefensor público-geral do Estado, Maximiano pediu afastamento do cargo na última sexta-feira (12), e a solicitação foi atendida pela Defensora Pública-Geral do Estado, Daniela Cembranelli.
Em uma conversa em Santa Catarina na semana passada, durante encontro de defensores públicos do Brasil, o ministro informou a Daniela sobre a escolha do defensor paulista para a secretária antidrogas, segundo a Defensoria paulista. 
A assessoria do ministério da Justiça afirma que a saída da atual ocupante da secretaria nacional antidrogas, Paulina do Carmo Duarte, não é relacionada com algum desentendimento interno sobre o financiamento, por parte do governo, de entidades terapêuticas para atendimento a dependentes químicos. Segundo a pasta, Paulina pediu para deixar o cargo por ter sido designada a ocupar um posto relacionado a combate a drogas na Organização dos Estados Americanos (OEA) e que teve apoio de Cardoso para isso. 
Vitore Maximiano foi procurador e passou a atuar na Defensoria a partir de 2006, quando o órgão foi criado em São Paulo, informou a assessoria de imprensa da Defensoria.  É mestre em direito do Estado pela PUC-SP e também atua como professor. 
Foi o mais votado pela categoria em 2006 e 2008 para comandar a Defensoria Pública paulista, mas, dentre uma lista tríplice, não foi escolhido pelos governadores Geraldo Alckmin e José Serra nas duas ocasiões.
Do G1, em São Paulo



Professora Vania Medeiros vai articular defesa do projeto do CRR de João Pessoa, junto à SENAD, já na próxima semana


 Com parceiras no lançamento do livro: “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais", no Carpe Diem - 104 Sul - Brasília-DF

      Com o fim do impasse na Secretaria Nacional sobre Drogas  (Senad), órgão financiador do Centro Regional de Referência para Formação de Profissionais que atuam na Atenção aos Usuários de Álcool e outras Drogas (CRR-IFPB), a professora Vania Medeiros disse que, já na próxima semana, vai articular os professores do Centro para um manifesto junto ao novo Secretário do órgão, em defesa da instalação do referido Centro conforme projeto original enviado no início do ano à Secretaria.
            Segundo a professora Vania Medeiros, o projeto de sua autoria foi alterado pela atual gestão (Reitoria do IFPB), órgão executor através da FUNETEC, em decorrência da perseguição política que vem sofrendo na Instituição desde 2010, quando foi candidata à Reitora em oposição ao atual gestor.
           Ela explicou que a alteração do projeto tem o objetivo de inviabilizar o trabalho, evitando que ela tenha visibilidade institucional e social,  em decorrência da próxima sucessão à Reitoria da Instituição que ocorrerá, novamente, no próximo ano.
            A professora Vania Medeiros encontra-se em São Paulo participando de um curso com o professor italiano Efrem Milanese, sobre tratamento comunitário. A formação é um desenvolvimento da metodologia de Redução de Danos. Ela também participou de uma reunião de professores de Universidades da América Latina, promovida pela REDE RAISSS, que realiza ações de inclusão social em vários países latino americanos, para planejamento de uma ação intermunicipal para 2014.
Lançamento de livro em Brasília
            Na última sexta-feira, a professora participou do lançamento do livro “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais", do qual é atura do Capítulo 23, em parceria com o jornalista e mestrando em Serviço Social (UFPB) Crisvalter Medeiros. A obra foi lançada em parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (UnB), Secretaria de Saúde do DF, e o CILA-Collége Internacional de l’Adolescence, da Universidade de Paris Descartes”, pela UnB.
            No evento, alguns professores de Brasília (UnB e UCB), que integram o quadro do CRR-IFPB já se prontificaram a fortalecer o movimento em defesa do CRR. “O projeto é de grande relevância social e vem sendo tratado, caprichosamente, por interesses corporativos da política  institucional", comentou a professora Vania Medeiros.

A professora Aparecida Penso, da Universidade Católica de Brasil, que também escreveu um dos Capítulos da coletânea “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais", informou que a primeira tiragem consta de mil exemplares que serão vendidos nas livrarias comerciais de todo o país.
A professora Penso, que tem doutorado em  psicologia e trabalha há muitos anos com crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social, em Brasília, comentando a obra, disse que “o trabalho  reúne pesquisadores de diversas regiões brasileiras: Nordeste, Sudeste, Sul, além  de pesquisadores franceses com larga experiência de pesquisa com adolescentes em situação de risco social e pessoal, a exemplo de delinquência, distúrbios psiquiátricos vindos de contexto de violência e desproteção; bem como as dificuldades na escola.
Estes pesquisadores, continuou a professora, também apresentam, neste livro, e em outras de suas publicações, alternativas para o atendimento integral aos adolescentes nos contextos clínico, educacional, Jurídico e comunitário. “É uma obra muito importante para as políticas públicas na área de adolescência, uma vez que discute as problemáticas comuns a essa faixa etária e também possibilidades de intervenção”, assinalou. 
A professora Aparecida comentou que o lançamento da obra foi um evento científico muito significativo com a presença de grande parte dos autores, professores das Universidade Católica de Brasília e Universidade de Brasília. E mais: servidores das Secretarias de Saúde, da Educação e Assistência Social do Distrito Federal, alunos de mestrado e doutorado na área de psicologia e educação, entre outros.

Mais fotos do lançamento do livro:



domingo, 7 de abril de 2013

Coordenadores do NETDEQ (IFPB) publicam capítulo de livro editado pela Universidade de Brasília (UNB)


Os servidores do IFPB, professora-doutora Vania Medeiros, e o jornalista Crisvalter Medeiros, coordenadores do Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Dependência Química (NETDEQ), órgão da Pró-Reitoria de Extensão, participaram da obra publicada pela Editora da Universidade de Brasília (UnB), intitulada: “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais. O livro será lançado, oficialmente, no próximo dia 12, em evento no restaurante Carpe Diem, em Brasília-DF.
Os pesquisadores-extensionistas do IFPB, que atuam na área da prevenção ao uso de drogas na escola, são responsáveis pelo Capítulo 23 do livro: “O papel do educador na construção de redes de prevenção na escola pluricurricular: a experiência do IFPB” (pag. 343).
A obra foi o resultado dos trabalhos apresentados no I Congresso Internacional Adolescência e Violência: Perspectivas clínica e cultural; e no II Seminário de Saúde do Adolescente em Conflito com a Lei, disse a professora Vania, acrescentando que “os dois eventos foram realizados através de uma parceria franco-brasileira envolvendo o Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (UnB), Secretaria de Saúde do DF, e o CILA-Collége Internacional de l’Adolescence, da Universidade de Paris Descartes”.
Os artigos, que compõem a obra, foram escritos por pesquisadores brasileiros e franceses de reconhecida competência nas suas áreas de atuação profissional e acadêmico-científica, comentou a organizadora Deise Matos do Amparo. O livro apresenta estudos, pesquisas e intervenções nos campos da clínica, da educação e dos contextos sociais e jurídicos acerca das relações entre adolescência e violência.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

NETDEQ-IFPB PARTICIPA DE SEMANA PEDAGÓGIA DE SOLÂNEA-PB



Os coordenadores do Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Dependência Química (NETDEQ), da Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, professora Vania Medeiros; e o jornalista, Crisvalter Medeiros realizaram uma sensibilização relacionada à prevenção ao uso de drogas, para os professores do ensino fundamental, da Prefeitura de Educação e Esportes, do Município de Solânea-PB, na Região do Brejo Paraibano.
     A palestra de sensibilização, que foi articulada pelo Secretário de Educação do referido município, professor Wolhfagon Costa de Araújo, aconteceu na última quarta-feira (27.02), pela manhã, no Grêmio Morenense.
         O evento integrou a programação da Semana Pedagógica da Secretaria de Educação, que aconteceu no período de 25 a 28, de fevereiro, articulando os mais diversos temas educacionais da atualidade.
        Abordando o tema da “Articulação de redes sociais na educação: escola e comundidades”, a professora Vania Medeiros, conseguiu estimular a participação dos professores que compartilharam experiências do cotidiano escolar, com crianças e adolescentes, relacionadas ao problema das drogas.
         O secretário da Educação, professor Wolhfagon Costa, estimulado pelo interesse dos professores com a temática das drogas, decidiu articular, junto à Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, uma capacitação mais aprofundada sobre a temática, ainda este ano.

Mais fotos:
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Coordenadora de formação da REDE RAISSS/Brasil, Vania Medeiros, apresentou proposta de projeto à SEDES/João Pessoa

Secretária Martha Moura (SEDES), ao centro, ladeada pela professora Vania Medeiros, a psicóloga Valéria Cristina e o jornalista Crisvalter Medeiros.


A coordenadora do Centro de Formação da Rede Latino Americana de Intervenção sobre o Sofrimento Social (RAISSS/Brasil), professora Vania Medeiros (IFPB) foi recebida na última quarta-feira (09), à tarde, pela secretária de Desenvolvimento Social (SEDES), da Prefeitura Municipal de João Pessoa, professora Martha Moura. Na reunião, a professora Vania Medeiros apresentou a propostas de um projeto de intercâmbio intermunicipal na área de formação em Tratamento Comunitário.
O projeto, que está em fase de construção coletiva, vai beneficiar estudantes e trabalhadores de três municípios brasileiros com capacitação através de intercâmbio com universidades da América Latina. Por enquanto, já foram articulados os municípios de João Pessoa e Sorocaba-SP.
O modelo de Tratamento Comunitário proposto pela RAISSS está fundamentado na teria ECO2, que integra teoria e prática em quatro estratégias: prevenção, trabalho, assistência básica, saúde e educação. A equipe intermunicipal, depois de formada, pretende fazer articulações junto aos órgãos fomentadores para viabilidade financeira do projeto.
Após a apresentação dos pressupostos do projeto de Tratamento Comunitário, a secretária Martha Moura se interessou pela proposta e garantiu que vai levar a proposta ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

REDE RAISSS-BRASIL VAI MEDIAR REALIZAÇÃO DE CURSO À DISTÂNCIA DA SENAD PELA UFPB



Reitora da UFPB, Margareth Diniz; professores Jan Leite e Socorro Vieira (UFPB), coordenadores do CRR, Vania Medeiros e Crisvalter Medeiros.

A professora Vania Medeiros, coordenadora do Centro Regional de Referência (CRR-IFPB), da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD/Ministério da Justiça), em João Pessoa, foi recebida na última terça-feira (08), à tarde, pela Reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz, no Gabinete da Reitoria, Campus de João Pessoa. 
O objetivo da reunião foi tratar de encaminhamentos para a realização de um curso de educação à distância na área de Tratamento Comunitário para cerca de 15 mil alunos. O curso é o resultado de uma articulação da Rede Latino Americana de Intervenção em Situação de Sofrimento Social (RAISSS-Brasil) junto à SENAD. O curso será oferecido em âmbito nacional para lideranças profissionais da rede de atenção a usuários de crack e outras drogas, agentes sociais atuantes em projetos comunitários e lideranças comunitárias. Participaram da reunião, o coordenador de EAD da UFPB, professor Jan Leite, professora Socorro Vieira (UFPB), e o jornalista Crisvalter Medeiros (CRR-IFPB). 
O curso será financiado pela SENAD e executado pelo Campus Virtual da UFPB, em 2014. No próximo dia 16, já haverá uma reunião na SENAD, em Brasília, com a secretária nacional de políticas sobre drogas, Doutora Paulina Duarte, e equipe da Senad, para planejamento de ações. Vão participar da reunião, o coordenador da EAD da UFPB, professor Jan Leite, representante da Pró-Reitoria de Planejamento da UFPB; a professora Vania Medeiros, representando o CRR e a professora Socorro Vieira, vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFPB, além do grupo de articuladores da RAISSS-Brasil, representado pela Dra. Raquel Barros.
Para a Reitora da UFPB, professora Margareth Diniz, “esse problema sensibiliza toda a sociedade e a UFPB não poderia ficar de fora, devendo assumir seu compromisso como formadora e produtora de novos conhecimentos que conduzam ao enfrentamento desse problema”.

A professora Vania Medeiros fez a exposição do projeto à Reitora da UFPB, Margareth Diniz.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PROFESSORA VANIA MEDEIROS INTEGRA ORGANIZAÇÃO LATINOAMERICANA QUE ATUA NA ÁREA DE INTERVENÇÃO SOCIAL


Vania Medeiros (PB) e Pablo Cordeiro (SP), formadores do Brasil na RAISS


O trabalho que a professora Vania Medeiros (IFPB) vem desenvolvendo na Paraíba, na área de prevenção e formação para  intervenção ao uso de drogas, desde o ano de de 2002, quando participou da implantação da Pastoral da Sobriedade, da Igreja Católica, em João Pessoa-PB, ganhou repercussão internacional na semana passada.

A professora Vania Medeiros foi convidada a integrar as ações da “Red Americana de Intervención en Situaciones de Sufrimento Social” (RAISS), que integra organizações sociais sem fins lucrativos que intervém em situações de sofrimento social (drogas, HIV, Cárceres, Situação de Rua, Violência, Drogadição etc), de diversos países Latinoamericanos, além de apoiar trabalhos comunitários com base no modelo ECO2.

Vania Medeiros participou da formação: “Encuentro RAISSS: Fortalecimiento de redes y experiencias locales en America Latina: La formación de formadores y el intercambio entre pares”. O evento aconteceu à semana passada (03 a 07), em El Cenáculo, La Montonera – Buenos Aires, Argentina. “Fui convidada a conhecer a RAISSS e integrar essa rede como associada, para colaborar com a expansão das ações RAISSS-Brasil, socializando a experiência como formadora da rede de serviços de atenção aos usuários de crack e outras drogas e, oportunamente, conhecer mais sobre o modelo ECO2 e a base teórico-prática do Tratamento Comunitário”, explicou a professora. O evento foi promovido pela RAISSS e Fundacion Convivir, com apoio de Caritas Alemanha e BMZ (Ministerio Federal de Cooperación Económica y Desarrollo).

Segundo a professora Vania, a RAISSS firmou alguns convênios e parcerias com instituições acadêmicas da Argentina, a exemplo da Universidade de El Salvador e Universidade Católica da Argentina. A professora acrescentou que lhe foi dada a incumbência de realizar articulações com instituições de ensino superior no Brasil, que estejam interessadas em participar de um convênio entre Universidades Latinoamericanas e outras organizações da Região, que será firmado entre a  RAISSS e Governos Municipais para o próximo ano.

Com relação especifica ao Estado da Paraíba, a professora disse que foi criada a oportunidade para que municípios e instituições do Estado possam integrar estas experiências através de intercâmbio técnico-científico entre as redes de serviços de atenção aos usuários de drogas nos países membros da RAISSS (México, Guatemala, Honduras, Nicaragua, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Brasil, Colombia, Haití, Chile)

A professora enfatizou que, a partir dessas articulações, os municípios paraibanos  poderão integrar projetos pilotos que estão sendo estruturados e/ou desenvolvidos com base em modelos de intervenção comunitária e o modelo ECO2 (que se fundamenta na epistemologia da complexidade, ética e comunidade), com possibilidade de ter como resultado a incidência nas políticas sobre drogas locais.

Ela acrescentou que  está articulando, para o biênio 2013/2014, a participação da equipe de formadores do Centro de Regional de Referência, órgão da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), que funciona através de projeto de extensão com o NETDEQ/IFPB, em cursos de Tratamento Comunitário e de pesquisas envolvendo as experiências comunitárias da Rede RAISSS-Brasil, com o objetivo de ampliar conhecimentos e socialização destes com os alunos do CRR”.

Segundo a professora Vania Medeiros, uma das principais dificuldades para deflagrar as ações será a falta de apoio da sua instituição, que não reconhece a autonomia acadêmica dos professores, mesmo dos que tem titulação. No entanto, acrescentou ela, enquanto ativista social da causa da prevenção e intervenção na área de drogas, pretendo manter contatos com o prefeito eleito de João Pessoa, para tentar alguma articulação em nível municipal. Também estamos querendo retomar as iniciativas desenvolvidas pela Rede Viva, projeto de extensão do IFPB, para buscar articulações com projetos desenvolvidos com escolas da comunidade para implementar as ações fundamentadas no modelo ECO2.

A professora Vania Medeiros coordena um projeto de extensão na área de capacitação e prevenção em drogadição no IFPB, desde 2005. Lidar com a visão limitada dos gestores da educação, nessa área, é o grande gargalo da questão, disse ele, acrescentando que: “Após as articulações que serão feitas com a sociedade civil e autoridades municipais, de forma independente, as instituições de ensino superior serão contatadas.

Segundo a professora, “existe a possibilidade de se constituir programas de capacitação para técnicos destas instituições, em nível de mestrado e doutorado, caso haja interesse nas parcerias”.

As instituições de ensino superior serão articuladas, em seguida, para adesão à proposta. Será possível constituir programas de capacitação para técnicos destas instituições em nível de mestrado e doutorado, caso as instituições tenham interesse.

Veja mais fotos:




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

COORDENAÇÃO DO CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA DO IFPB PARTICIPA DE COMISSÃO DA SENAD PARA ELABORAÇÃO DE CURSO À DISTÂNCIA PARA 2013


                             
Reunião na SENAD para discutir ampliação das ações do CRR-IFPB

A Coordenadora do Centro Regional de Referência para a Capacitação de Profissionais que atuam na Rede de Atenção aos Usuários de Crack e outras Drogas (CRR-IFPB), professora Vania Medeiros, foi incluída em uma comissão da Secretária Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD), órgão do Ministério da Justiça, para elaboração do projeto de um curso à distância na área de Tratamento Comunitário para o próximo ano .
            A professora Vania Medeiros participou de uma reunião, ontem (16), com a Secretária da SENAD, doutora Paulina Duarte Vieira, no Gabinete da Secretaria, no Ministério da Justiça, em Brasília-DF, para planejamento das diretrizes a serem implementadas na elaboração do referido curso. Também estavam presentes à reunião os demais membros que comporão a comissão para elaboração do Curso à Distância em Tratamento Comunitário: a Diretora de Planejamento e Avaliação da SENAD,  Cátia Betânia Chagas; a psicóloga Raquel Barros, presidenta do Instituto Empodera (Sorocaba-SP), fundadora da Associação Lua Nova e mentora do projeto do curso em Tratamento Comunitário. A professora Maria Aparecida Penso, consultora do CRR-IFPB, também participou da reunião representando a Universidade Católica de Brasília, e o jornalista Crisvalter Medeiros, coordenador-adjunto do Núcleo de Estudos Trandisciplinares em Dependência Química (Netdeq-IFPB).
           O curso de Tratamento Comunitário vai capacitar pessoas que desenvolvem atividades nas áreas de educação, trabalho, saúde, e dignidade humana com a finalidade de diminuir vulnerabilidades ao uso de crack e outras drogas, em âmbito nacional, com uma previsão inicial de atingir um público de 15 mil alunos.
            Ao final da reunião, a Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Doutora Paulina Duarte Vieira, concedeu entrevista ao jornalista Crisvalter Medeiros, enfocando a importância dos Centros Regionais de Referência no plano nacional de enfrentamento ao crack e outras drogas.

Crisvalter Medeiros: Doutora Paulina, quais as medidas que estão sendo implementadas pela SENAD para consolidar o plano nacional de enfrentamento ao crack e outras drogas?
Paulina Duarte: Acho importante destacar que em relação à questão das drogas,  seja crack, álcool, cocoaína ou maconha não há uma solução mágica, as respostas mais efetivas, e que vem sendo apresentadas no mundo todo, são aquelas que tem sustentabilidade.  Nesse sentido, o plano nacional de enfrentamento ao crack e outras drogas já traz uma grande novidade, em termos de sustentabilidade, que é o projeto dos Centros Regionais de Referência (CRRs). Esses Centros são polos regionais inseridos em instituições públicas de ensino superior que tem a capacidade de produzir conhecimento, formar recursos humanos e, essencialmente, articular a rede de serviços. Este é o grande diferencial do plano nacional de enfrentamento ao  uso de crack e outras drogas, em termos de sustentabilidade e de resposta efetiva a essa questão.

Crisvalter Medeiros: Quantos Centros Regionais de Referência estão funcionando, efetivamente, no País?
Paulina Duarte: Num primeiro momento, nós tivemos a afiliação de 49 universidades e outras instituições de ensino superior. Para este ano, já aprovamos mais 13 Centros; portanto, teremos ao final de 2012, 65 CRRs implantados em diferentes Estados e regiões do País como polos de implementação das discussões sobre o problema das drogas, produzindo conhecimento, formando recursos humanos e articulando a rede de profissionais.

Crisvalter Medeiros: Qual o planejamento orçamentário da SENAD para as implementações relacionadas aos CRRs?
Paulina Duarte: Já foram investidos recursos na ordem de 12 milhões de reais na implantação dos Centros. A expectativa é formar cerca de 15 mil profissionais por ano nesses Centros.

Crisvalter Medeiros: Muitas universidades ainda resistem à inserção da temática sobre das drogas nos seus cursos. A implantação dos CRRs pode contribuir para minimizar essa resistência das universidades em trabalhar essa questão?
Paulina Duarte: Eu não acho que existe resistência das universidades sobre o tema das drogas. Eu entendo que há uma certa cautela das universidades em direção ao desconhecido. O tema droga ainda não é prioridade em termos de discussão e de produção de conhecimento. Portanto, eu vejo a implantação dos Centros Regionais de Referência como o grande prenúncio de abertura a essa nova possibilidade de trazer esse tema, que é tão atual e importante nos aspectos de saúde, segurança e nos outros domínios da vida do cidadão, para se estimular essa discussão na sociedade.

Crisvalter Medeiros: O fato da temática da droga trabalhar com aspectos ilícitos tem alguma relação com a dificuldade de inseri-lo, de forma mais ampliada, nos contextos do ensino e da pesquisa nas universidades?
Paulina Duarte. Não! Não vejo isso absolutamente. Repito, não vejo resistência nas universidades a essa temática, mas cautela ao novo, ao desconhecido. Entretanto, isso está mudando, a prova é a resposta de adesão das instituições de ensino superior ao edital de implantação dos CRRs,  recebemos mais de 70 projetos. Acho que é apenas uma questão de tempo para todas as universidades do País aderirem à temática das drogas.

Crisvalter Medeiros:  Os CRRs estão atuando mais na área da capacitação profissional. Qual a possibilidade de focar também na prevenção e reinserção social?
Paulina Duarte: Os Centros Regionais de Referência já trabalham com o foco na prevenção e na reinserção social. Embora a princípio os Centros tivessem cursos mais voltados aos profissionais de saúde e assistência social, toda a lógica de formação é desenvolvida como um todo na perspectiva das ações na área de promoção à saúde, da prevenção ao uso de drogas e do tratamento nos seus diferentes modelos, bem como à reinserção social.

Crisvalter Medeiros: Paulina, qual é o grande objetivo da SENAD com relação aos CRRs. É manter uma rede de centros de formação em todo o País, com apoio orçamentário, ou que esses centros sejam, paulatinamente, inseridos nos contextos administrativos das instituições nas quais estão funcionando como projetos de extensão?
Paulina Duarte: Esses Centros fazem parte de um projeto de enfrentamento ao crack e outras drogas; portanto, o objetivo da SENAD, com relação a eles, é dar sustentabilidade ao plano de enfrentamento ao crack e outras drogas, a partir do espaço legítimo da produção de conhecimento, de discussão das ideais, formação de recursos humanos, iniciativas que perfazem o dia-a-dia das instituições de ensino superior. Desta forma, o objetivo da SENAD, com relação aos Centros Regionais, é dar sustentabilidade ao plano de enfrentamento ao crack por meio da produção de conhecimento, formação de recursos humanos e articulação das redes.

Crisvalter Medeiors: Doutora Paulina, você já tem alguma avaliação do resultado desses Centros no contexto mais amplo  de enfrentamento da questão das drogas?
Paulina Duarte: Nós já temos alguma avaliação porque os Centros foram implantados a partir de projetos que concorreram aos editais públicos do Governo Federal. Posso afirmar, portanto, que a procura de outras instituições de ensino superior e dos profissionais para implantação desses Centros tem sido muito grande.