domingo, 30 de junho de 2013

Curso do Prodequi/UnB se consolida como referência na prevenção ao uso de drogas no Brasil


Cerca de 250 tutores/educadores participaram, no sábado (29), no Auditório FINATEC, na Universidade de Brasília, do Ciclo de Debates sobre Prevenção ao Uso de Drogas nas Escoals. O evento finalizou a 5ª edição do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, realizado pelo Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas-Prodequi.

           
Na solenidade de abertura do evento, o representante do MEC, coordenador do Programa de Saúde na Escola, José Luiz, disse que no Plano Crack, é possível vencer, o eixo mais importante é o da prevenção e que, dentro deste eixo, o curso de prevenção Prodequi é a iniciativa de maior destaque. Segundo ele, o curso possibilita uma melhor aprendizagem sobre o fazer educação com prazer, sendo uma contribuição significativa da UNB na transformação da educação em âmbito nacional.
            A coordenadora do Prodequi, professora Fátima Sudbrack assinalou que o curso de prevenção para educadores não pretende dar respostas definitivas para a questão do uso de drogas, mas suscitar indagações importantes sobre como a sociedade enfrentar coletivamente essa problemática.
            O evento contou com a exposição de 120 pôsteres de  projetos desenvolvidos nas escolas sobre acompanhamento dos tutores. Na sua 5ª edição, o curso certificou mais de 31 mil cursistas das escolas públicas de todas as regiões do País.
            Para o diretor do Instituto de Psicologia da UNB, professor Hartmut Günter, o curso de prevenção do Prodequi contribui para o fortalecimento da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. O acadêmico assinalou que, neste caso, a pesquisa orienta a extensão e a extensão, por sua vez, serve para orientar o ensino.
            A diretora da Associação Brasileira de Estudos Multidisciplinares sobre Drogas (ABRAMD), professora Helena Albertani, lembrou que a população em situação educacional no ensino básico no Brasil, atualmente, atinge o quantitativo de 51 milhões de jovens, mais de um quarto da população brasileira. “Em decorrência dessa realidade a escola torna-se o ambiente mais adequado para a execução das políticas publicas sobre drogas”, enfatizou.
Na visão da diretora do CEAD/UnB, Wilsa Ramos, a experiência pedagógica do curso de prevenção do Prodequi é mais um avanço no desafio de integrar a tecnologia aos interesses sociais, através da educação à distância.
            O evento também promoveu a integração cultural entre gestores, educadores, educandos e a academia. Vale destacar que o representante do Ministério da Educação assumiu publicamente o compromisso para a realização da próxima edição do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas.

Foi realizada, ainda, a exposição de 120 trabalhos produzidos pelos alunos da 5ª edição do Curso de Prevenção para Educadores de Escolas Públicas e a participação de grupos culturais do Distrito Federal.
            O evento foi encerrado com a troca de experiências entre os participantes de edições anteriores do referido curso. Neste momento, a professora Vania Medeiros, que participou da 3ª edição do referido curso, fez uma rápida explanação sobre a importância da iniciativa para os educadores da Paraíba.  



sexta-feira, 14 de junho de 2013

I Congresso Brasileiro sobre Saúde Mental e Dependência Química traz o debate sobre drogas para a UFPB

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizou no período de 12 a 14, de junho, o I Congresso Brasileiro de Saúde Mental e Dependência Química. O evento contou com mais de 600 participantes, entre profissionais, pesquisadores, professores e estudantes, de todas as regiões do País. Durante os três dias do evento foram atualizadas várias vertentes do conhecimento envolvendo a questão do uso de drogas e dependência química, no contexto da saúde mental.
           
Na abertura do evento, que aconteceu na noite do dia 12, no Auditório da Reitoria, a coordenadora do Congresso, professora Silvana Carneiro Maciel, deu as boas vindas aos congressistas e enfatizou a importância da realização do evento para a ciência, a educação e a sociedade paraibana. Um momento de destaque, que emocionou a plateia, foi a participação do grupo musical “Oficina do Samba”, do Caps-ad Primavera, da Prefeitura Municipal de João Pessoa. O grupo é constituído por usuários de álcool e outras drogas que estão em recuperação.
A pesquisadora Carla Bicca, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Drogas (ABEAD), fez a palestra de abertura do evento, enfocando o tema da prevenção. Segundo ela, o álcool ainda é a substância psicoativa, cujo consumo, ainda causa os maiores problemas à população.
           O evento contou com várias palestras e mesas redondas sobre os mais diversos temas sobre a problemática das drogas. Foram enfocados  os temas da prevenção, tratamento e reinserção a partir das políticas públicas nos contextos da saúde mental, direitos humanos, ciência e educação.
           
A coordenadora do CRR, professora Vania Medeiros participou da mesa sobre “Os desafios da prevenção e do tratamento da dependência química: articulação do social, da família, da escola e da justiça”. A mesa foi composta com a participação dos pesquisadores Gilberto Lúcio, do Ministério Público de Pernambuco, e Carla Bicca, da ABEAD. A professora Vania Medeiros fez explanação sobre os processos formativos na área de drogas, a partir da teoria da complexidade. O jornalista Crisvalter Medeiros, mestrando em Serviço Social da UFPB, que integra da equipe do CRR, apresentou trabalho oral sobre a Experiência do CRR na Paraíba.
           
O Congresso Brasileiro sobre Saúde Mental e Dependência Química foi uma das realizações mais importantes, nessa área, das últimas décadas na Paraíba. O evento é uma indicação de que a UFPB assumiu, efetivamente, a pesquisa e a formação acadêmicas envolvendo a questão da dependência química no contexto da saúde.




ENCERRAMENTO

           
O médico psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas (ABEAD), fez a conferência de encerramento do evento, ontem, às 18 horas, no auditório 412, do CCHLA, da UFPB. Na palestra, o médico demonstrou preocupação com os movimentos pró-legalização do uso de maconha e alertou os participantes sobre a falta de estrutura do sistema de saúde, atualmente, para lidar com o aumento no consumo de substâncias psicoativas que a legalização poderia acarretar.
            A principal preocupação do médico é com a vulnerabilidade dos adolescentes no contexto da legalização devido ao risco de se criar uma cultura de normalização do uso de maconha. Segundo ele, o uso continuado dessa substância causa dependência e desvia os jovens da sua vida educacional e produtiva.
Para Ramos, a legalização da maconha em alguns países resultou no aumento estatístico da epidemiologia  da dependência química. O médico fez uma analogia sobre o que acontece atualmente com relação à maconha e o movimento de popularização do uso de tabaco no início  do século passado. Segundo ele, a indústria do tabaco está repetindo os mesmos argumentos que foram utilizados para fazer propaganda do tabaco, para promover o uso da maconha, a exemplo da utilização medicinal e os direitos humanos.

A professora Silvana Maciel, coordenadora do grupo de pesquisa em saúde mental e dependência química, fez o encerramento oficial do evento, garantindo a continuidade da proposta como uma iniciativa da UFPB, mesmo que algumas  edições do congresso aconteçam em outras instituições. Silvana sugeriu que o congresso continue aglutinando os discursos das diversas correntes acadêmicas da área e que seja um espaço democrático das expressões ideológicas das mais diversas visões sobre a temática.

LANÇAMENTO DE LIVRO:

A professora da Universidade Católica de Brasília, Maria Aparecida Penso, lançou o livro: "Os jovens pedem socorro", na abertura do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental e Dependência Química, da UFPB.

Maria Aparecida Penso, no centro, ladeada pelas professoras Maria Nilza (Serviço Social UFPB) e Vania Medeiros (CRR-IFPB)


sexta-feira, 7 de junho de 2013

ATORES DO DIREITO PARTICIPAM DE REUNIÃO NA ESMA COM EQUIPE DO CRR-IFPB

As professoras Vania Medeiros (IFPB) e Nilza Ramalho (UFPB) estiveram reunidas hoje (07), pela manhã, na sede da Escola da Magistratura da Paraíba (ESMA), no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, com representantes da Justiça e Ministério Público. A reunião teve o objetivo de aprofundar as articulações para composição do quadro dos servidores do Sistema de Justiça para os cursos do Centro Regional de Referência (CRR), órgão responsável pela capacitação profissional do plano “Crack, é possível vencer”.
O CRR é coordenado e financiado pela Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, e executado na Paraíba pelo IFPB com parceria da UFPB. As ações terão prosseguimento com outra reunião na próxima terça-feira (11), na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMIP), para os últimos acertos para a formação das turmas com os atores do Direito na Paraíba.
A SENAD estará oferecendo, em nível nacional, dentro do plano “Crack, é  possível vencer”, seis cursos para o biênio 2013/2014: Atenção Integral aos usuários de crack e outras drogas, para equipes multiprofissionais do PSF; Curso de aperfeiçoamento para trabalhadores de hospital geral; Intervenção breve e aconselhamento motivacional, para redutores de danos e outros agentes sociais; Gerenciamento de caso e reinserção social, para atores da Rede SUS e SUAS. Este ano a SENAD incluiu dois cursos sobre atenção integral para o Sistema de Justiça.
Na opinião da Juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, Coordenadora de Extensão da ESMA, este será um grande momento para a Justiça dar prosseguimento às ações que  estão sendo realizadas nessa área e começar a trabalhar em rede. Segundo ela, os juízes precisam de uma abertura para vencer as dificuldades de encaminhamento  nessa área superando, principalmente, as barreiras da linguagem.
Além das juízas Maria Aparecida Gadelha e Anna Carla Falcão da Cunha Lima Alves, também participaram da reunião: Maria de Fátima Pessoa V. Silva, Gerente Acadêmica da Esma; Andréa Coutinho M. Leone, Assessora Esma; Ângela Fernandes, psicóloga do Núcleo de Solução de Conflitos; Maria Nilza Ramalho, professora UFPB; Crisvalter Medeiros, jornalista (IFPB); Josefa Elizabete P. Barbosa, Defensora Púbica; Edudenize R. Alves, Defensora do Núcleo Psicossocial de Penas Alternativas, e Isabela Lira, da assessoria da Vara de Penas Alternativas.
Na referida reunião, a professora Vania Medeiros, Coordenadora do CRR, apresentou a estrutura dos cursos do centro e a equipe de professores, que é composta por docentes da UnB, UCB; UNIAD-UNIFESP, UFPB, além de profissionais da rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas da Paraíba e de outros Estados.   

terça-feira, 4 de junho de 2013

COORDENADORA DO CRR, PROFESSORA VANIA MEDEIROS, REALIZA UMA DIA DE ARTICULAÇÕES COM A JUSTIÇA PARAIBANA

 Articulação na ESMA

A coordenadora do Centro de Referência Regional (CRR), órgão apoiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, professora Vania Medeiros, realizou, ontem (04), um dia de articulações com o Sistema Judicial da Paraíba. A iniciativa teve o objetivo de formar as turmas de servidores da área para os cursos de capacitação do plano “Crack, é possível vencer”, para o período 2013/2014. As articulações foram realizadas com o apoio da professora do Departamento de Serviço Social da UFPB, Nilza Ramalho.
            O CRR é uma ação intersetorial estruturante na área de formação  do plano “Crack, é possível vencer”, do Governo Federal. O órgão será executado na Paraíba pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) em parceria com a UFPB, Secretarias do Governo do Estado, Prefeitura Municipal de João Pessoa e o Sistema de Justiça da Paraíba.

            A professora esteve reunida, na parte da manhã, com a doutora Fátima Pessoa, gerente acadêmica da Escola Superior da Magistratura (ESMA); e a assessora do órgão, doutora Andréa Coutinho. Vania Medeiros apresentou os objetivos do CRR às servidoras da entidade e, em seguida, foi discutida a melhor  forma de articular uma turma de magistrados para participar da formação do CRR. Os Juízes e servidores do judiciário receberão formação com sensibilização para os problemas do crack e outras drogas, além de técnicas de abordagem, a exemplo de intervenção breve e gestão de caso e reinserção social de usuários de crack e outras drogas.

Com o Diretor da FESMIP

           
As professoras também conseguiram se reunir com o diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMIP), doutor Glauberto Bezerra. O promotor garantiu apoio às professoras para a formação da turma de servidores do Ministério Público nos cursos do CRR.

No final da manhã, as professoras se reuniram, ainda, com o Defensor Público-Geral, Vanildo Oliveira Brito e a defensora Elizabete Barbosa, da Vara de Execução de  Penas Alternativas. Ficou acertado, nessa reunião, que a Defensoria Pública vai designar um servidor para compor a comissão de inscrição dos cursos do CRR, além de promover articulação junto aos Defensores Públicos do Estado da Paraíba, para participação nos referidos cursos.


No período da tarde, a mobilização foi dirigida às Promotorias da Criança e do Adolescente. As professoras Vania Medeiros e Nilza Ramalho visitaram a Promotora Soraya Escorel, do Centro de Apoio Operacional dessas promotorias (CAOP). No encontro com a gestora, ficou acertado que no próximo dia 11 de junho, acontecerá uma reunião entre FESMIP e CAOP sob a coordenação do CRR. Nesta reunião será discutido um plano estratégico que garanta a participação dos profissionais que atuam na defesa dos direitos da criança e do adolescente e sua integração nos grupos intersetoriais de trabalho a serem desenvolvidos no CRR. 
 Com a Promotora Soraya Escorel

domingo, 5 de maio de 2013

Doutor Antônio Nery Filho desabafa e ameaça tirar o “time de campo”


Doutor Antônio Nery Filho é psiquiatra, professor da Universidade Federal da Bahia, e fundador do CETAD-Centro de Estudos e Terapia de Álcool e Drogas. Antônio Nery é uma das lideranças acadêmicas nacionais no campo da pesquisa em álcool e outras drogas. O trabalho do professora Nery ganhou repercussão internacional.
O professor está revoltado com o nome atribuído ao Estado da Fonte Nova, um patrimônio da cultura e do esporte baianos: Itaipava Arena Fone Nova. Segundo o professor, esse nome seria uma referência a uma marca de Cerveja. Acompanhe o desabafo do acadêmico em vídeo e leia matéria publica no blog dele.
                                                                                                                                                                                                     
                                                         


FOMOS ATINGIDOS EM NOSSA ALMA E EM NOSSA BAIANIDADE


Esperei o dia 12 de abril passado, uma sexta-feira, com a expectativa do soldado às vésperas da batalha. E por que? Porque iria dizer aos baianos, através da Rádio Metrópole (Jornal do Meio-Dia, 12 às 13 horas), o quanto havia de indignação, raiva, quase dor, em minha alma. E por quê? Porque durante uma semana recusei-me acreditar nas peças publicitárias espalhadas pelos quatro cantos da cidade dando conta do novo nome do Estádio Octávio Mangabeira – apelidado pelos baianos, de Fonte Nova. Li que nosso estádio havia se tornado uma arena, Itaipava Arena Fonte Nova, vinculando nossa praça de esportes a uma bebida alcoólica, uma das tantas marcas de cerveja.


E por que isto fez ferver o meu sangue? Porque a alma e o coração da gente de Salvador  têm várias fontes, uma delas é a Fonte Nova, descoberta pelos moradores do Tororó e Nazaré,  uma alternativa à outra velha fonte, contaminada pelas águas do Dique do Tororó.  Naquele lugar onde havia uma pedreira, e aonde mais tarde jovens estudantes iriam jogar futebol, segundo relato de Eduardo Gantois, ergueu-se e foi inaugurado em 28 de janeiro de 1951 o Estádio Octávio Mangabeira, homenagem ao então Governador da Bahia, com partida disputada e vencida por um a zero pelo Botafogo de Salvador contra o Guarany da Bahia. Contudo, a Fonte Nova estava lá, na memória esquecida, mas viva, da gente da Cidade da Bahia.   Concebido por Diógenes Rebouças, também responsável pela sua ampliação entre 1968 e 1971, a Fonte Nova ganhou anel superior e  sua capacidade passou para 60 mil pessoas. Foi num silêncio quase constrangedor que a Bahia viu sua implosão em agosto de 2010, motivada pelo desabamento de parte deste anel em novembro de 2007, e as exigências da FIFA para a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014.
Dia após dia, durante três anos contados em painel gigante, vimos surgir e crescer o novo estádio, de formas curvas, feminino, exuberante. Para sua inauguração veio ter conosco a Presidente Dilma  Rousseff. Seu ato simbólico, segundo a imprensa, o pontapé original, foi dado com o pé esquerdo… Participaram do ato várias de nossas estrelas, dentre as quais Ivete Sangalo, representando a torcida do Esporte Clube Vitória,  e  Claudia Leitte , representando a Nação Tricolor. Para esta festa o estádio amanheceu abraçado por uma grande fita, lembrando a Fita do Senhor do Bonfim. Um grande laço ornava o lado sul, sob o qual, estarrecidos, lemos o nome do novo estádio: ITAIPAVAARENA FONTE NOVA.

Como suportar, depois de quase 30 anos cuidando de usuários de álcool e outras drogas, e seus familiares, que nosso estádio tenha seu nome vinculado ao produto mais danoso à saúde das populações? Como admitir que a droga responsável ou associada à maioria das mortes violentas seja associada ao esporte? Como conviver com as mortes no trânsito das cidades e estradas e os gritos das torcidas, vinculados às alegrias e tristezas das vitórias e derrotas ao longo dos campeonatos de futebol? Se por tudo isto lamentei na Rádio Metrópole, lamentei mais ainda a presença de nossos artistas no ato inaugural: não precisavam destes 30 dinheiros. Lamentei que nossos demais ídolos tenham ficado silentes. Não ouvi nossos radialistas, barulhentos, levantarem a mão ou a voz. Não conheci nome de político que tenha ido à praça pública manifestar seu repúdio ou proposto, da tribuna, qualquer moção, muitos deles inimigos públicos das drogas em nome de Jesus… Não conheci qualquer manifesto de advogados ou de sua ordem. Não sei quanto a dor desse novo nome alcançou a categoria médica. Não ouvi os psicólogos ou o Conselho Regional de Psicologia. Tampouco ouvi os antropólogos ou os sociólogos. Não li qualquer notícia sobre alguma ação dos Ministérios Públicos Estadual ou Federal. Não sei porque motivo silenciaram-se os professores de todos os níveis, os alunos, o clero que tantas vezes se insurgiu contra as iniquidades, a violência, defendeu a reforma agrária e a infância abandonada. Silenciaram-se engenheiros e arquitetos da Bahia; ficou em silêncio o Instituto Histórico e Geográfico, sempre defensor de nossas tradições. Onde estão as Secretarias de Turismo do Estado e do Município?

Lamentei que a mídia de minha terra tenha louvado a inauguração, e publicado foto de página inteira de um estádio embriagado…Sem comentários.

Aqui, plagio o poeta: “ baianos, baianas, onde estão que não respondem; em que mundo , em que estrela se escondem…”

No dia da inauguração, 7 de abril de 2013, cada pilar da Fonte Nova ostentava imenso painel onde se lia: 100% Futebol, associando, visualmente, cerveja e bolas. No que me diz respeito, permanecerei 100% contra qualquer argumento, em particular econômico, que tente justificar a imoralidade da submissão da nossa história, das tradições de nossa cidade, da história de nosso esporte a uma marca de cerveja. No dia da inauguração da Fonte Nova, sem saber o que fazer com o imenso mal estar que me invadiu, ouvi em uma rádio, Chico Buarque cantando (ou me provocando?):

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu…
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá …
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá…
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
Transcrito de 
http://conversandocomnery.wordpress.com/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

REUNIÃO, EM JOÃO PESSOA, DÁ INÍCIO A INSTALAÇÃO DO CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA DE FORMAÇÃO DO PLANO “CRACK: É POSSÍVEL VENCER”


Professora Vania Medeiros fez explanação sobre a metodologia formativa do CRR 

A coordenadora do Centro de Regional de  Referência (CRR), professora Vania Medeiros, realizou, ontem (30), a primeira reunião de trabalho com os representantes dos gestores das áreas de saúde, assistência social, segurança urbana e educação do Município de João Pessoa; e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano do Estado. A reunião teve o objetivo de traçar as metas de formação dos cursos destinados aos profissionais da rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas dos municípios paraibanos envolvidos no projeto.
O CRR é um projeto da Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD) executado pela Pró-Reitoria de Extensão do IFPB. A execução do projeto acontecerá de forma intersetorializada com os órgãos de saúde, assistência social, educação, segurança publica, cidadania e justiça.

A reunião aconteceu no anfiteatro do Campus de João Pessoa, do IFPB, e contou com a participação de Fabiana Uchôa, representando a Secretaria de Educação do Município de João Pessoa; Valéria Cristina, da Secretaria de Segurança Urbana  e Cidadania (PMJP); Soraia Oliveira Macêdo, Sec. de Desenvolvimento Social (PMJP); Alessandra Cruz, assessora da Coordenação de Saúde Mental da PMJP; Janaína Madruga, Coordenadora de Saúde Mental da PMJP; Lucineide Braga, Gerente da Atenção Básica da PMJP; Elinalda Gonçalves e Natália Gouveia, da Sec. de  Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba.
Como encaminhamentos da referida reunião ficou acertado que as secretarias da PMJP e do Estado da Paraíba vão formalizar as demandas por vagas para os seus profissionais ao CRR, além de promover articulações dos setores de serviços e das coordenações municipais e estaduais; bem como fazer articulações junto aos conselhos tutelares, órgãos da Justiça e da Segurança Pública para integrar a gestão compartilhada do projeto do CRR-IFPB.
Foi discutida, na reunião, as metodologias de formação e as iniciativas para superar possíveis dificuldades durante a execução do projeto. A professora Vania Medeiros fez uma explanação detalhada dos resultados do projeto do CRR em 2011/12 e as perspectivas para 2013. Segundo a professora, em 2011, o CRR formou 326  profissionais e, para este ano, a projeção é de  capacitar 600 trabalhadores da atenção aos usuários de crack e outras drogas.
A professora do IFPB ressaltou a importância do engajamento dos demais setores públicos da Paraíba no projeto do CRR, já que é uma iniciativa do Governo Federal, através da SENAD, para implementar a formação de recursos humanos dentro do plano “Crack: é Possível Vencer”, integrando simultaneamente, em âmbito local, as ações do Programa Municipal, coordenado pelo secretário Geraldo Amorim, da Segurança Urbana e Cidadania; e do Plano Estadual de Enfrentamento do Crack – Ação pela Vida, coordenado pela professora Aparecida Ramos, Secretária de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba. A coordenadora Vania Medeiros assinalou que os resultados do projeto do CRR dependem do empenho de todos os segmentos envolvidos.

A participação efetiva dos profissionais que representam os órgãos públicos demonstrou o engajamento dos gestores com o problema do crack e outras drogas.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Defensor é escolhido para Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas



O defensor público de São Paulo Vitore André Zílio Maximiano foi escolhido pelo ministro José Eduardo Cardozo para assumir a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União no início da próxima semana e a posse ocorre em seguida, segundo a pasta.
Atuando até então como 2º subdefensor público-geral do Estado, Maximiano pediu afastamento do cargo na última sexta-feira (12), e a solicitação foi atendida pela Defensora Pública-Geral do Estado, Daniela Cembranelli.
Em uma conversa em Santa Catarina na semana passada, durante encontro de defensores públicos do Brasil, o ministro informou a Daniela sobre a escolha do defensor paulista para a secretária antidrogas, segundo a Defensoria paulista. 
A assessoria do ministério da Justiça afirma que a saída da atual ocupante da secretaria nacional antidrogas, Paulina do Carmo Duarte, não é relacionada com algum desentendimento interno sobre o financiamento, por parte do governo, de entidades terapêuticas para atendimento a dependentes químicos. Segundo a pasta, Paulina pediu para deixar o cargo por ter sido designada a ocupar um posto relacionado a combate a drogas na Organização dos Estados Americanos (OEA) e que teve apoio de Cardoso para isso. 
Vitore Maximiano foi procurador e passou a atuar na Defensoria a partir de 2006, quando o órgão foi criado em São Paulo, informou a assessoria de imprensa da Defensoria.  É mestre em direito do Estado pela PUC-SP e também atua como professor. 
Foi o mais votado pela categoria em 2006 e 2008 para comandar a Defensoria Pública paulista, mas, dentre uma lista tríplice, não foi escolhido pelos governadores Geraldo Alckmin e José Serra nas duas ocasiões.
Do G1, em São Paulo



Professora Vania Medeiros vai articular defesa do projeto do CRR de João Pessoa, junto à SENAD, já na próxima semana


 Com parceiras no lançamento do livro: “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais", no Carpe Diem - 104 Sul - Brasília-DF

      Com o fim do impasse na Secretaria Nacional sobre Drogas  (Senad), órgão financiador do Centro Regional de Referência para Formação de Profissionais que atuam na Atenção aos Usuários de Álcool e outras Drogas (CRR-IFPB), a professora Vania Medeiros disse que, já na próxima semana, vai articular os professores do Centro para um manifesto junto ao novo Secretário do órgão, em defesa da instalação do referido Centro conforme projeto original enviado no início do ano à Secretaria.
            Segundo a professora Vania Medeiros, o projeto de sua autoria foi alterado pela atual gestão (Reitoria do IFPB), órgão executor através da FUNETEC, em decorrência da perseguição política que vem sofrendo na Instituição desde 2010, quando foi candidata à Reitora em oposição ao atual gestor.
           Ela explicou que a alteração do projeto tem o objetivo de inviabilizar o trabalho, evitando que ela tenha visibilidade institucional e social,  em decorrência da próxima sucessão à Reitoria da Instituição que ocorrerá, novamente, no próximo ano.
            A professora Vania Medeiros encontra-se em São Paulo participando de um curso com o professor italiano Efrem Milanese, sobre tratamento comunitário. A formação é um desenvolvimento da metodologia de Redução de Danos. Ela também participou de uma reunião de professores de Universidades da América Latina, promovida pela REDE RAISSS, que realiza ações de inclusão social em vários países latino americanos, para planejamento de uma ação intermunicipal para 2014.
Lançamento de livro em Brasília
            Na última sexta-feira, a professora participou do lançamento do livro “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais", do qual é atura do Capítulo 23, em parceria com o jornalista e mestrando em Serviço Social (UFPB) Crisvalter Medeiros. A obra foi lançada em parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (UnB), Secretaria de Saúde do DF, e o CILA-Collége Internacional de l’Adolescence, da Universidade de Paris Descartes”, pela UnB.
            No evento, alguns professores de Brasília (UnB e UCB), que integram o quadro do CRR-IFPB já se prontificaram a fortalecer o movimento em defesa do CRR. “O projeto é de grande relevância social e vem sendo tratado, caprichosamente, por interesses corporativos da política  institucional", comentou a professora Vania Medeiros.

A professora Aparecida Penso, da Universidade Católica de Brasil, que também escreveu um dos Capítulos da coletânea “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais", informou que a primeira tiragem consta de mil exemplares que serão vendidos nas livrarias comerciais de todo o país.
A professora Penso, que tem doutorado em  psicologia e trabalha há muitos anos com crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social, em Brasília, comentando a obra, disse que “o trabalho  reúne pesquisadores de diversas regiões brasileiras: Nordeste, Sudeste, Sul, além  de pesquisadores franceses com larga experiência de pesquisa com adolescentes em situação de risco social e pessoal, a exemplo de delinquência, distúrbios psiquiátricos vindos de contexto de violência e desproteção; bem como as dificuldades na escola.
Estes pesquisadores, continuou a professora, também apresentam, neste livro, e em outras de suas publicações, alternativas para o atendimento integral aos adolescentes nos contextos clínico, educacional, Jurídico e comunitário. “É uma obra muito importante para as políticas públicas na área de adolescência, uma vez que discute as problemáticas comuns a essa faixa etária e também possibilidades de intervenção”, assinalou. 
A professora Aparecida comentou que o lançamento da obra foi um evento científico muito significativo com a presença de grande parte dos autores, professores das Universidade Católica de Brasília e Universidade de Brasília. E mais: servidores das Secretarias de Saúde, da Educação e Assistência Social do Distrito Federal, alunos de mestrado e doutorado na área de psicologia e educação, entre outros.

Mais fotos do lançamento do livro:



domingo, 7 de abril de 2013

Coordenadores do NETDEQ (IFPB) publicam capítulo de livro editado pela Universidade de Brasília (UNB)


Os servidores do IFPB, professora-doutora Vania Medeiros, e o jornalista Crisvalter Medeiros, coordenadores do Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Dependência Química (NETDEQ), órgão da Pró-Reitoria de Extensão, participaram da obra publicada pela Editora da Universidade de Brasília (UnB), intitulada: “Adolescência e Violência – Intervenções e estudos clínicos, psicossociais e educacionais. O livro será lançado, oficialmente, no próximo dia 12, em evento no restaurante Carpe Diem, em Brasília-DF.
Os pesquisadores-extensionistas do IFPB, que atuam na área da prevenção ao uso de drogas na escola, são responsáveis pelo Capítulo 23 do livro: “O papel do educador na construção de redes de prevenção na escola pluricurricular: a experiência do IFPB” (pag. 343).
A obra foi o resultado dos trabalhos apresentados no I Congresso Internacional Adolescência e Violência: Perspectivas clínica e cultural; e no II Seminário de Saúde do Adolescente em Conflito com a Lei, disse a professora Vania, acrescentando que “os dois eventos foram realizados através de uma parceria franco-brasileira envolvendo o Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (UnB), Secretaria de Saúde do DF, e o CILA-Collége Internacional de l’Adolescence, da Universidade de Paris Descartes”.
Os artigos, que compõem a obra, foram escritos por pesquisadores brasileiros e franceses de reconhecida competência nas suas áreas de atuação profissional e acadêmico-científica, comentou a organizadora Deise Matos do Amparo. O livro apresenta estudos, pesquisas e intervenções nos campos da clínica, da educação e dos contextos sociais e jurídicos acerca das relações entre adolescência e violência.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

NETDEQ-IFPB PARTICIPA DE SEMANA PEDAGÓGIA DE SOLÂNEA-PB



Os coordenadores do Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Dependência Química (NETDEQ), da Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, professora Vania Medeiros; e o jornalista, Crisvalter Medeiros realizaram uma sensibilização relacionada à prevenção ao uso de drogas, para os professores do ensino fundamental, da Prefeitura de Educação e Esportes, do Município de Solânea-PB, na Região do Brejo Paraibano.
     A palestra de sensibilização, que foi articulada pelo Secretário de Educação do referido município, professor Wolhfagon Costa de Araújo, aconteceu na última quarta-feira (27.02), pela manhã, no Grêmio Morenense.
         O evento integrou a programação da Semana Pedagógica da Secretaria de Educação, que aconteceu no período de 25 a 28, de fevereiro, articulando os mais diversos temas educacionais da atualidade.
        Abordando o tema da “Articulação de redes sociais na educação: escola e comundidades”, a professora Vania Medeiros, conseguiu estimular a participação dos professores que compartilharam experiências do cotidiano escolar, com crianças e adolescentes, relacionadas ao problema das drogas.
         O secretário da Educação, professor Wolhfagon Costa, estimulado pelo interesse dos professores com a temática das drogas, decidiu articular, junto à Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, uma capacitação mais aprofundada sobre a temática, ainda este ano.

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