terça-feira, 27 de agosto de 2013

VANIA MEDEIROS, COORDENADORA DO CRR-IFPB, PARTICIPA DE EVENTO DE INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA DE PREVENÇÃO NA GUATEMALA


Mesa de abertura do evento

A coordenadora do Centro Regional de Referência (CRR-IFPB), professora Vania Medeiros, está participando nesta semana, de 27 a 30 (terça à sexta-feira), de um evento na Universidade Mariano Galvez, em Santa Cruz de Quiché, na Guatemala. O evento, que visa integrar ações na área de prevenção ao sofrimento social, é promovido pela Rede Americana de Intervenção em Situações de Sofrimento Social (RAISS) e Pastoral social de Quiché - Caritas, como parte do programa do encontro do Centros de Formação da referida rede naquele país.

No evento, que conta com a participação de professores e profissionais integrantes de instituições públicas e organizações não governamentais da Argentina, Bolívia, Colômbia, Brasil, Costa Rica, Chile, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraquay, Peru e Uruguai, a professora Vania Medeiros está representando a região Nordeste. 

 Professora Vania Medeiros, ladeada por ativistas da Guatemala

Segundo Vania Medeiros, no primeiro dia do evento foi discutido o tema relacionado à adolescência e juventude violenta ou violentada. Nesse contexto, foi realizada uma oficina pelo coordenador de direitos humanos do Arcebispado da Guatemala, Jorge Luis Sandoval, que apresentou dados sobre a realidade da juventude guatemalteca. Segundo o ativista dos direitos humanos, “o nível de escolaridade de jovens no país é muito baixo, em especial referente à educação superior, sendo que apenas 33,6%  dos jovens entre 15 e 29 anos concluem a escola primária e apenas 5,1% destes chegam ao final do ensino superior”. As informações foram passadas pela professora Vania Medeiros através de e-mail.

Vania acrescentou que o consultor da Caritas Alemanha, Efrem Milanese, presente ao evento, comentou que esta é uma forma de violência, já que a exclusão é a pior violência que pode ser praticada contra a juventude. “Além dos jovens serem excluídos do sistema escolar, aqueles que estão dentro deste sistema, muitas vezes estão expostos a condições institucionais precárias, o que também representa uma forma perversa de exclusão e violência”, destacou o consultor da Caritas Internacional.

O evento também acomodou um encontro de representantes dos Centros de Formação da RAISS, do qual a professora Vania Medeiros é integrante, representando o Brasil. Foram realizadas atividades de atualização sobre os referenciais teóricos de práticas preventivas embasadas no método do modelo ECO2.

Segundo a professora Vania Medeiros, participar do evento foi uma oportunidade de conhecer várias iniciativas que estão sendo desenvolvidas em países da América Latina que podem ser adaptadas para a realidade brasileira. A professora pretende aprimorar, ainda mais, a metodologia formativa dos profissionais que atuam na área de prevenção e intervenção ao uso de drogas na Paraíba através do acúmulo de experiências promovida no referido evento. Ela também vai apresentar a metodologia que está sendo desenvolvida no CRR do IFPB para contribuir com outros países Latino Americanos.

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domingo, 18 de agosto de 2013

EQUIPE DO CRR-IFPB, EM JOÃO PESSOA, INTEGRA PROFISSIONAIS E USUÁRIOS DE DROGAS NA PARAÍBA


O evento de instalação dos cursos do Centro de Referência Regional (CRR), do IFPB, foi uma oportunidade de integração entre os  profissionais e os usuários de substâncias psicotrópicas em recuperação na rede de atenção ao uso de drogas no Estado da Paraíba. A abertura dos cursos do CRR aconteceu na última quinta-feira (15), no Auditório do Tropical Hotel Tambaú, em João Pessoa.

O CRR integra o Plano “Crack, é possível vencer”, do Governo Federal, no eixo prevenção, sendo responsável pelo trabalho de capacitação dos profissionais atores do plano. O Centro é executado pela Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, através da FUNETEC, sob a coordenação da professora Vania Medeiros.

A professora Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudos e Atenção à Dependência Química (PRODEQUI), da Universidade de Brasília, fez uma palestra sobre a prevenção e atenção ao uso de drogas com enfoque na teoria da complexidade. Para ela, a atenção às drogas deve ser feita de forma intersetorial. "A intersetorialidade só pode ser articulada através de uma postura ética dos profissionais, que considere as diferenças, a compreensão, o diálogo e o perdão", enfatizou.

As professora Inês Gandolfo e Aparecida Penso conduziram um psicodrama com os profissionais que integram os cursos do CRR, com o objetivo de trabalhar a representação social desses profissionais com relação aos usuários de drogas.

Durante todo o dia, da última quinta-feira (15), os profissionais e os usuários de diversos equipamentos comunitários da rede de atenção às drogas, a exemplo do CAPS-AD e grupos de Terapia Comunitária, tiveram a oportunidade de fazer demonstrações de atividades artístico-culturais que são desenvolvidas nesses ambientes de atenção aos usuários e seus familiares. Também participaram do evento os grupos de prevenção ao uso de drogas desenvolvidos por educadores em escola púbicas de municípios paraibanos.

Participaram do evento a banda de pagode do Caps-Ad Primavera, em Cabedelo; os oficineiros do Caps David Capistrano, no Bairro do Rangel, além de alguns programas de inclusão social desenvolvidos pelas prefeituras municipais, a exemplo da Banda de Instrumentos de Sopro do Município de Araçagi, formada com beneficiários do programa Bolsa Família.

Algumas escolas públicas também participaram do evento, a exemplo do Fenelon Câmara, da Prefeitura Municipal de João Pessoa, localizada no Ernesto Geisel, que desenvolveu uma dinâmica com os alunos que integram o comitê “Amor pela Vida”, coordenado pela professora Maria de Fátima Paiva, que faz prevenção através do protagonismo juvenil.

O animador cultural, Arnaldo Batista, do município de Cabedelo fez apresentação da “Escolinha do Professor Badeco” que faz prevenção com crianças e adolescentes utilizando a prática de surf e oficinas de fabricação de pranchas. Outro animador cultural, Clovis do Babau, oficineiro do Caps-Guarabira, desenvolveu uma oficina de bonecos com os profissionais e usuários participantes do evento.

SOLENIDADE DE ABERTURA

A solenidade oficial de abertura dos Cursos do CRR-IFPB foi uma oportunidade para os gestores do IFPB, que participaram do evento, o Reitor João Batista de Oliveira, a Pró-Reitora Edelcides Gondim, e o Diretor de Extensão Tecnológica e Assuntos Comunitários, Alexandre Urquiza, além da gerente de finanças da FUNETEC, Fernanda Albuquerque, reconhecerem a importância social das ações desenvolvidas pela equipe do CRR. As demais autoridades integrantes da mesa de abertura da cerimônia também enfatizaram a importância social do trabalho de capacitação desenvolvido pelo centro.

Participaram da mesa de abertura do evento, além do representante da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, Dr. Luiz Guilherme Paiva, o Pastor Túlio Polari, Gestor do Programa de Políticas sobre Drogas, do Estado da Paraíba; o presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, Dr. Juvenal da Roz; os secretários municipais, Geraldo Amorim, da Segurança Pública e Cidadania e Janaína Demery, representante da Secretaria de Saúde do Município de João Pessoa. A coordenadora de saúde mental, Drª. Shirlene Queiroz, representou a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba.


A Justiça da Paraíba esteve representada através da participação do coordenador dos cursos preparatórios da ESMA-PB, Dr. Eduardo José de Carvalho; do Defensor Público Geral-Adjunto, Dr. Jaime Carneiro, e da Defensora Pública Drª. Elizabete Barbosa.  

domingo, 21 de julho de 2013

CRR INICIA CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA 2013 2014

 
       Os profissionais lotaram auditório do Hotel Caiçara, em João Pessoa

Com a participação de profissionais dos Sistemas Único de Saúde (SUS), Sistema Ùnico de Assistência Social (SUAS), Sistema de Justiça da Paraíba, além dos trabalhadores em educação foi iniciada, neste final de semana (19/20), a programação formativa dos cursos do Centro Regional de Referência (CRR) para o biênio 2013/2014. O evento que contou com a participação de profissionais de municípios de todas as microrregiões do Estado da Paraíba, aconteceu no Auditório do Hotel Caiçara, na praia de Tambaú, em João Pessoa.

O professor do CRR, Crisvalter Medeiros, recepcionou os alunos mostrando como o site do CRR (www.crrifpb.com.br) poderá ser utilizado para articulação e aproximação da rede de serviços no âmbito do curso, além de sensibilizar os profissionais para ações na área da reinserção social de usuários de drogas.


Os 600 alunos, que compõem as turmas de profissionais que estão sendo capacitados pelo CRR, também foram recepcionados pelas professoras Vania Medeiros, coordenadora CRR; Raquel Barros, Instituto Empodera; Lawrencita Espíndola e Nilza Ramalho, UFPB; Valéria Cristina, PMJP e Vagna  Cristina, da Facene.

A presidente do Instituto Empodera, psicóloga Raquel Barros, realizou palestra sobre reinserção social de mulheres grávidas, ou mães, em situação de vulnerabilidade social, principalmente em decorrência de uso de drogas. A professora Vania Medeiros desenvolveu dinâmicas com os profissionais, no sentido de identificar as redes sociais operativas de cada um.


A principal tarefa do primeiro dia de formação dos cursos do CRR, nesta edição, foi a escolha de um “caso concreto de vulnerabilidade social”. O caso será trabalhado durante todo o curso, visando a uma intervenção pessoal ou social. O estudo de caso será realizado de forma transdisciplinar orientado pelas metodologias dos cursos ministrados e pelo tratamento comunitário.


Ao final ficou estabelecido o calendário de atividades do próximo mês com a realização do Seminário de Abertura no dia 15 (agosto) e início das aulas dias 16 (grupos do interior do estado) e 17 (capital). Já está confirmada a presença no evento de autoridades locais e do Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas (Dr. Vitore Maximiano).

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domingo, 30 de junho de 2013

Curso do Prodequi/UnB se consolida como referência na prevenção ao uso de drogas no Brasil


Cerca de 250 tutores/educadores participaram, no sábado (29), no Auditório FINATEC, na Universidade de Brasília, do Ciclo de Debates sobre Prevenção ao Uso de Drogas nas Escoals. O evento finalizou a 5ª edição do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, realizado pelo Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas-Prodequi.

           
Na solenidade de abertura do evento, o representante do MEC, coordenador do Programa de Saúde na Escola, José Luiz, disse que no Plano Crack, é possível vencer, o eixo mais importante é o da prevenção e que, dentro deste eixo, o curso de prevenção Prodequi é a iniciativa de maior destaque. Segundo ele, o curso possibilita uma melhor aprendizagem sobre o fazer educação com prazer, sendo uma contribuição significativa da UNB na transformação da educação em âmbito nacional.
            A coordenadora do Prodequi, professora Fátima Sudbrack assinalou que o curso de prevenção para educadores não pretende dar respostas definitivas para a questão do uso de drogas, mas suscitar indagações importantes sobre como a sociedade enfrentar coletivamente essa problemática.
            O evento contou com a exposição de 120 pôsteres de  projetos desenvolvidos nas escolas sobre acompanhamento dos tutores. Na sua 5ª edição, o curso certificou mais de 31 mil cursistas das escolas públicas de todas as regiões do País.
            Para o diretor do Instituto de Psicologia da UNB, professor Hartmut Günter, o curso de prevenção do Prodequi contribui para o fortalecimento da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. O acadêmico assinalou que, neste caso, a pesquisa orienta a extensão e a extensão, por sua vez, serve para orientar o ensino.
            A diretora da Associação Brasileira de Estudos Multidisciplinares sobre Drogas (ABRAMD), professora Helena Albertani, lembrou que a população em situação educacional no ensino básico no Brasil, atualmente, atinge o quantitativo de 51 milhões de jovens, mais de um quarto da população brasileira. “Em decorrência dessa realidade a escola torna-se o ambiente mais adequado para a execução das políticas publicas sobre drogas”, enfatizou.
Na visão da diretora do CEAD/UnB, Wilsa Ramos, a experiência pedagógica do curso de prevenção do Prodequi é mais um avanço no desafio de integrar a tecnologia aos interesses sociais, através da educação à distância.
            O evento também promoveu a integração cultural entre gestores, educadores, educandos e a academia. Vale destacar que o representante do Ministério da Educação assumiu publicamente o compromisso para a realização da próxima edição do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas.

Foi realizada, ainda, a exposição de 120 trabalhos produzidos pelos alunos da 5ª edição do Curso de Prevenção para Educadores de Escolas Públicas e a participação de grupos culturais do Distrito Federal.
            O evento foi encerrado com a troca de experiências entre os participantes de edições anteriores do referido curso. Neste momento, a professora Vania Medeiros, que participou da 3ª edição do referido curso, fez uma rápida explanação sobre a importância da iniciativa para os educadores da Paraíba.  



sexta-feira, 14 de junho de 2013

I Congresso Brasileiro sobre Saúde Mental e Dependência Química traz o debate sobre drogas para a UFPB

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizou no período de 12 a 14, de junho, o I Congresso Brasileiro de Saúde Mental e Dependência Química. O evento contou com mais de 600 participantes, entre profissionais, pesquisadores, professores e estudantes, de todas as regiões do País. Durante os três dias do evento foram atualizadas várias vertentes do conhecimento envolvendo a questão do uso de drogas e dependência química, no contexto da saúde mental.
           
Na abertura do evento, que aconteceu na noite do dia 12, no Auditório da Reitoria, a coordenadora do Congresso, professora Silvana Carneiro Maciel, deu as boas vindas aos congressistas e enfatizou a importância da realização do evento para a ciência, a educação e a sociedade paraibana. Um momento de destaque, que emocionou a plateia, foi a participação do grupo musical “Oficina do Samba”, do Caps-ad Primavera, da Prefeitura Municipal de João Pessoa. O grupo é constituído por usuários de álcool e outras drogas que estão em recuperação.
A pesquisadora Carla Bicca, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Drogas (ABEAD), fez a palestra de abertura do evento, enfocando o tema da prevenção. Segundo ela, o álcool ainda é a substância psicoativa, cujo consumo, ainda causa os maiores problemas à população.
           O evento contou com várias palestras e mesas redondas sobre os mais diversos temas sobre a problemática das drogas. Foram enfocados  os temas da prevenção, tratamento e reinserção a partir das políticas públicas nos contextos da saúde mental, direitos humanos, ciência e educação.
           
A coordenadora do CRR, professora Vania Medeiros participou da mesa sobre “Os desafios da prevenção e do tratamento da dependência química: articulação do social, da família, da escola e da justiça”. A mesa foi composta com a participação dos pesquisadores Gilberto Lúcio, do Ministério Público de Pernambuco, e Carla Bicca, da ABEAD. A professora Vania Medeiros fez explanação sobre os processos formativos na área de drogas, a partir da teoria da complexidade. O jornalista Crisvalter Medeiros, mestrando em Serviço Social da UFPB, que integra da equipe do CRR, apresentou trabalho oral sobre a Experiência do CRR na Paraíba.
           
O Congresso Brasileiro sobre Saúde Mental e Dependência Química foi uma das realizações mais importantes, nessa área, das últimas décadas na Paraíba. O evento é uma indicação de que a UFPB assumiu, efetivamente, a pesquisa e a formação acadêmicas envolvendo a questão da dependência química no contexto da saúde.




ENCERRAMENTO

           
O médico psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas (ABEAD), fez a conferência de encerramento do evento, ontem, às 18 horas, no auditório 412, do CCHLA, da UFPB. Na palestra, o médico demonstrou preocupação com os movimentos pró-legalização do uso de maconha e alertou os participantes sobre a falta de estrutura do sistema de saúde, atualmente, para lidar com o aumento no consumo de substâncias psicoativas que a legalização poderia acarretar.
            A principal preocupação do médico é com a vulnerabilidade dos adolescentes no contexto da legalização devido ao risco de se criar uma cultura de normalização do uso de maconha. Segundo ele, o uso continuado dessa substância causa dependência e desvia os jovens da sua vida educacional e produtiva.
Para Ramos, a legalização da maconha em alguns países resultou no aumento estatístico da epidemiologia  da dependência química. O médico fez uma analogia sobre o que acontece atualmente com relação à maconha e o movimento de popularização do uso de tabaco no início  do século passado. Segundo ele, a indústria do tabaco está repetindo os mesmos argumentos que foram utilizados para fazer propaganda do tabaco, para promover o uso da maconha, a exemplo da utilização medicinal e os direitos humanos.

A professora Silvana Maciel, coordenadora do grupo de pesquisa em saúde mental e dependência química, fez o encerramento oficial do evento, garantindo a continuidade da proposta como uma iniciativa da UFPB, mesmo que algumas  edições do congresso aconteçam em outras instituições. Silvana sugeriu que o congresso continue aglutinando os discursos das diversas correntes acadêmicas da área e que seja um espaço democrático das expressões ideológicas das mais diversas visões sobre a temática.

LANÇAMENTO DE LIVRO:

A professora da Universidade Católica de Brasília, Maria Aparecida Penso, lançou o livro: "Os jovens pedem socorro", na abertura do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental e Dependência Química, da UFPB.

Maria Aparecida Penso, no centro, ladeada pelas professoras Maria Nilza (Serviço Social UFPB) e Vania Medeiros (CRR-IFPB)


sexta-feira, 7 de junho de 2013

ATORES DO DIREITO PARTICIPAM DE REUNIÃO NA ESMA COM EQUIPE DO CRR-IFPB

As professoras Vania Medeiros (IFPB) e Nilza Ramalho (UFPB) estiveram reunidas hoje (07), pela manhã, na sede da Escola da Magistratura da Paraíba (ESMA), no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, com representantes da Justiça e Ministério Público. A reunião teve o objetivo de aprofundar as articulações para composição do quadro dos servidores do Sistema de Justiça para os cursos do Centro Regional de Referência (CRR), órgão responsável pela capacitação profissional do plano “Crack, é possível vencer”.
O CRR é coordenado e financiado pela Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, e executado na Paraíba pelo IFPB com parceria da UFPB. As ações terão prosseguimento com outra reunião na próxima terça-feira (11), na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMIP), para os últimos acertos para a formação das turmas com os atores do Direito na Paraíba.
A SENAD estará oferecendo, em nível nacional, dentro do plano “Crack, é  possível vencer”, seis cursos para o biênio 2013/2014: Atenção Integral aos usuários de crack e outras drogas, para equipes multiprofissionais do PSF; Curso de aperfeiçoamento para trabalhadores de hospital geral; Intervenção breve e aconselhamento motivacional, para redutores de danos e outros agentes sociais; Gerenciamento de caso e reinserção social, para atores da Rede SUS e SUAS. Este ano a SENAD incluiu dois cursos sobre atenção integral para o Sistema de Justiça.
Na opinião da Juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, Coordenadora de Extensão da ESMA, este será um grande momento para a Justiça dar prosseguimento às ações que  estão sendo realizadas nessa área e começar a trabalhar em rede. Segundo ela, os juízes precisam de uma abertura para vencer as dificuldades de encaminhamento  nessa área superando, principalmente, as barreiras da linguagem.
Além das juízas Maria Aparecida Gadelha e Anna Carla Falcão da Cunha Lima Alves, também participaram da reunião: Maria de Fátima Pessoa V. Silva, Gerente Acadêmica da Esma; Andréa Coutinho M. Leone, Assessora Esma; Ângela Fernandes, psicóloga do Núcleo de Solução de Conflitos; Maria Nilza Ramalho, professora UFPB; Crisvalter Medeiros, jornalista (IFPB); Josefa Elizabete P. Barbosa, Defensora Púbica; Edudenize R. Alves, Defensora do Núcleo Psicossocial de Penas Alternativas, e Isabela Lira, da assessoria da Vara de Penas Alternativas.
Na referida reunião, a professora Vania Medeiros, Coordenadora do CRR, apresentou a estrutura dos cursos do centro e a equipe de professores, que é composta por docentes da UnB, UCB; UNIAD-UNIFESP, UFPB, além de profissionais da rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas da Paraíba e de outros Estados.   

terça-feira, 4 de junho de 2013

COORDENADORA DO CRR, PROFESSORA VANIA MEDEIROS, REALIZA UMA DIA DE ARTICULAÇÕES COM A JUSTIÇA PARAIBANA

 Articulação na ESMA

A coordenadora do Centro de Referência Regional (CRR), órgão apoiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, professora Vania Medeiros, realizou, ontem (04), um dia de articulações com o Sistema Judicial da Paraíba. A iniciativa teve o objetivo de formar as turmas de servidores da área para os cursos de capacitação do plano “Crack, é possível vencer”, para o período 2013/2014. As articulações foram realizadas com o apoio da professora do Departamento de Serviço Social da UFPB, Nilza Ramalho.
            O CRR é uma ação intersetorial estruturante na área de formação  do plano “Crack, é possível vencer”, do Governo Federal. O órgão será executado na Paraíba pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) em parceria com a UFPB, Secretarias do Governo do Estado, Prefeitura Municipal de João Pessoa e o Sistema de Justiça da Paraíba.

            A professora esteve reunida, na parte da manhã, com a doutora Fátima Pessoa, gerente acadêmica da Escola Superior da Magistratura (ESMA); e a assessora do órgão, doutora Andréa Coutinho. Vania Medeiros apresentou os objetivos do CRR às servidoras da entidade e, em seguida, foi discutida a melhor  forma de articular uma turma de magistrados para participar da formação do CRR. Os Juízes e servidores do judiciário receberão formação com sensibilização para os problemas do crack e outras drogas, além de técnicas de abordagem, a exemplo de intervenção breve e gestão de caso e reinserção social de usuários de crack e outras drogas.

Com o Diretor da FESMIP

           
As professoras também conseguiram se reunir com o diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMIP), doutor Glauberto Bezerra. O promotor garantiu apoio às professoras para a formação da turma de servidores do Ministério Público nos cursos do CRR.

No final da manhã, as professoras se reuniram, ainda, com o Defensor Público-Geral, Vanildo Oliveira Brito e a defensora Elizabete Barbosa, da Vara de Execução de  Penas Alternativas. Ficou acertado, nessa reunião, que a Defensoria Pública vai designar um servidor para compor a comissão de inscrição dos cursos do CRR, além de promover articulação junto aos Defensores Públicos do Estado da Paraíba, para participação nos referidos cursos.


No período da tarde, a mobilização foi dirigida às Promotorias da Criança e do Adolescente. As professoras Vania Medeiros e Nilza Ramalho visitaram a Promotora Soraya Escorel, do Centro de Apoio Operacional dessas promotorias (CAOP). No encontro com a gestora, ficou acertado que no próximo dia 11 de junho, acontecerá uma reunião entre FESMIP e CAOP sob a coordenação do CRR. Nesta reunião será discutido um plano estratégico que garanta a participação dos profissionais que atuam na defesa dos direitos da criança e do adolescente e sua integração nos grupos intersetoriais de trabalho a serem desenvolvidos no CRR. 
 Com a Promotora Soraya Escorel

domingo, 5 de maio de 2013

Doutor Antônio Nery Filho desabafa e ameaça tirar o “time de campo”


Doutor Antônio Nery Filho é psiquiatra, professor da Universidade Federal da Bahia, e fundador do CETAD-Centro de Estudos e Terapia de Álcool e Drogas. Antônio Nery é uma das lideranças acadêmicas nacionais no campo da pesquisa em álcool e outras drogas. O trabalho do professora Nery ganhou repercussão internacional.
O professor está revoltado com o nome atribuído ao Estado da Fonte Nova, um patrimônio da cultura e do esporte baianos: Itaipava Arena Fone Nova. Segundo o professor, esse nome seria uma referência a uma marca de Cerveja. Acompanhe o desabafo do acadêmico em vídeo e leia matéria publica no blog dele.
                                                                                                                                                                                                     
                                                         


FOMOS ATINGIDOS EM NOSSA ALMA E EM NOSSA BAIANIDADE


Esperei o dia 12 de abril passado, uma sexta-feira, com a expectativa do soldado às vésperas da batalha. E por que? Porque iria dizer aos baianos, através da Rádio Metrópole (Jornal do Meio-Dia, 12 às 13 horas), o quanto havia de indignação, raiva, quase dor, em minha alma. E por quê? Porque durante uma semana recusei-me acreditar nas peças publicitárias espalhadas pelos quatro cantos da cidade dando conta do novo nome do Estádio Octávio Mangabeira – apelidado pelos baianos, de Fonte Nova. Li que nosso estádio havia se tornado uma arena, Itaipava Arena Fonte Nova, vinculando nossa praça de esportes a uma bebida alcoólica, uma das tantas marcas de cerveja.


E por que isto fez ferver o meu sangue? Porque a alma e o coração da gente de Salvador  têm várias fontes, uma delas é a Fonte Nova, descoberta pelos moradores do Tororó e Nazaré,  uma alternativa à outra velha fonte, contaminada pelas águas do Dique do Tororó.  Naquele lugar onde havia uma pedreira, e aonde mais tarde jovens estudantes iriam jogar futebol, segundo relato de Eduardo Gantois, ergueu-se e foi inaugurado em 28 de janeiro de 1951 o Estádio Octávio Mangabeira, homenagem ao então Governador da Bahia, com partida disputada e vencida por um a zero pelo Botafogo de Salvador contra o Guarany da Bahia. Contudo, a Fonte Nova estava lá, na memória esquecida, mas viva, da gente da Cidade da Bahia.   Concebido por Diógenes Rebouças, também responsável pela sua ampliação entre 1968 e 1971, a Fonte Nova ganhou anel superior e  sua capacidade passou para 60 mil pessoas. Foi num silêncio quase constrangedor que a Bahia viu sua implosão em agosto de 2010, motivada pelo desabamento de parte deste anel em novembro de 2007, e as exigências da FIFA para a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014.
Dia após dia, durante três anos contados em painel gigante, vimos surgir e crescer o novo estádio, de formas curvas, feminino, exuberante. Para sua inauguração veio ter conosco a Presidente Dilma  Rousseff. Seu ato simbólico, segundo a imprensa, o pontapé original, foi dado com o pé esquerdo… Participaram do ato várias de nossas estrelas, dentre as quais Ivete Sangalo, representando a torcida do Esporte Clube Vitória,  e  Claudia Leitte , representando a Nação Tricolor. Para esta festa o estádio amanheceu abraçado por uma grande fita, lembrando a Fita do Senhor do Bonfim. Um grande laço ornava o lado sul, sob o qual, estarrecidos, lemos o nome do novo estádio: ITAIPAVAARENA FONTE NOVA.

Como suportar, depois de quase 30 anos cuidando de usuários de álcool e outras drogas, e seus familiares, que nosso estádio tenha seu nome vinculado ao produto mais danoso à saúde das populações? Como admitir que a droga responsável ou associada à maioria das mortes violentas seja associada ao esporte? Como conviver com as mortes no trânsito das cidades e estradas e os gritos das torcidas, vinculados às alegrias e tristezas das vitórias e derrotas ao longo dos campeonatos de futebol? Se por tudo isto lamentei na Rádio Metrópole, lamentei mais ainda a presença de nossos artistas no ato inaugural: não precisavam destes 30 dinheiros. Lamentei que nossos demais ídolos tenham ficado silentes. Não ouvi nossos radialistas, barulhentos, levantarem a mão ou a voz. Não conheci nome de político que tenha ido à praça pública manifestar seu repúdio ou proposto, da tribuna, qualquer moção, muitos deles inimigos públicos das drogas em nome de Jesus… Não conheci qualquer manifesto de advogados ou de sua ordem. Não sei quanto a dor desse novo nome alcançou a categoria médica. Não ouvi os psicólogos ou o Conselho Regional de Psicologia. Tampouco ouvi os antropólogos ou os sociólogos. Não li qualquer notícia sobre alguma ação dos Ministérios Públicos Estadual ou Federal. Não sei porque motivo silenciaram-se os professores de todos os níveis, os alunos, o clero que tantas vezes se insurgiu contra as iniquidades, a violência, defendeu a reforma agrária e a infância abandonada. Silenciaram-se engenheiros e arquitetos da Bahia; ficou em silêncio o Instituto Histórico e Geográfico, sempre defensor de nossas tradições. Onde estão as Secretarias de Turismo do Estado e do Município?

Lamentei que a mídia de minha terra tenha louvado a inauguração, e publicado foto de página inteira de um estádio embriagado…Sem comentários.

Aqui, plagio o poeta: “ baianos, baianas, onde estão que não respondem; em que mundo , em que estrela se escondem…”

No dia da inauguração, 7 de abril de 2013, cada pilar da Fonte Nova ostentava imenso painel onde se lia: 100% Futebol, associando, visualmente, cerveja e bolas. No que me diz respeito, permanecerei 100% contra qualquer argumento, em particular econômico, que tente justificar a imoralidade da submissão da nossa história, das tradições de nossa cidade, da história de nosso esporte a uma marca de cerveja. No dia da inauguração da Fonte Nova, sem saber o que fazer com o imenso mal estar que me invadiu, ouvi em uma rádio, Chico Buarque cantando (ou me provocando?):

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu…
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá …
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá…
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
Transcrito de 
http://conversandocomnery.wordpress.com/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

REUNIÃO, EM JOÃO PESSOA, DÁ INÍCIO A INSTALAÇÃO DO CENTRO REGIONAL DE REFERÊNCIA DE FORMAÇÃO DO PLANO “CRACK: É POSSÍVEL VENCER”


Professora Vania Medeiros fez explanação sobre a metodologia formativa do CRR 

A coordenadora do Centro de Regional de  Referência (CRR), professora Vania Medeiros, realizou, ontem (30), a primeira reunião de trabalho com os representantes dos gestores das áreas de saúde, assistência social, segurança urbana e educação do Município de João Pessoa; e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano do Estado. A reunião teve o objetivo de traçar as metas de formação dos cursos destinados aos profissionais da rede de atenção aos usuários de crack e outras drogas dos municípios paraibanos envolvidos no projeto.
O CRR é um projeto da Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD) executado pela Pró-Reitoria de Extensão do IFPB. A execução do projeto acontecerá de forma intersetorializada com os órgãos de saúde, assistência social, educação, segurança publica, cidadania e justiça.

A reunião aconteceu no anfiteatro do Campus de João Pessoa, do IFPB, e contou com a participação de Fabiana Uchôa, representando a Secretaria de Educação do Município de João Pessoa; Valéria Cristina, da Secretaria de Segurança Urbana  e Cidadania (PMJP); Soraia Oliveira Macêdo, Sec. de Desenvolvimento Social (PMJP); Alessandra Cruz, assessora da Coordenação de Saúde Mental da PMJP; Janaína Madruga, Coordenadora de Saúde Mental da PMJP; Lucineide Braga, Gerente da Atenção Básica da PMJP; Elinalda Gonçalves e Natália Gouveia, da Sec. de  Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba.
Como encaminhamentos da referida reunião ficou acertado que as secretarias da PMJP e do Estado da Paraíba vão formalizar as demandas por vagas para os seus profissionais ao CRR, além de promover articulações dos setores de serviços e das coordenações municipais e estaduais; bem como fazer articulações junto aos conselhos tutelares, órgãos da Justiça e da Segurança Pública para integrar a gestão compartilhada do projeto do CRR-IFPB.
Foi discutida, na reunião, as metodologias de formação e as iniciativas para superar possíveis dificuldades durante a execução do projeto. A professora Vania Medeiros fez uma explanação detalhada dos resultados do projeto do CRR em 2011/12 e as perspectivas para 2013. Segundo a professora, em 2011, o CRR formou 326  profissionais e, para este ano, a projeção é de  capacitar 600 trabalhadores da atenção aos usuários de crack e outras drogas.
A professora do IFPB ressaltou a importância do engajamento dos demais setores públicos da Paraíba no projeto do CRR, já que é uma iniciativa do Governo Federal, através da SENAD, para implementar a formação de recursos humanos dentro do plano “Crack: é Possível Vencer”, integrando simultaneamente, em âmbito local, as ações do Programa Municipal, coordenado pelo secretário Geraldo Amorim, da Segurança Urbana e Cidadania; e do Plano Estadual de Enfrentamento do Crack – Ação pela Vida, coordenado pela professora Aparecida Ramos, Secretária de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba. A coordenadora Vania Medeiros assinalou que os resultados do projeto do CRR dependem do empenho de todos os segmentos envolvidos.

A participação efetiva dos profissionais que representam os órgãos públicos demonstrou o engajamento dos gestores com o problema do crack e outras drogas.